Vídeo para os pais entenderem que nossos filhos não devem ser educados por terceiros. Vídeo para as escolas entenderem o limite de sua missão. Vídeo para o Ministério Público e para a Justiça entenderem e saberem a diferença entre educação e escolarização.
Arquivo do autor:Agora Babou
Never Enough – The Greatest Showman
No final das contas, não era a a atriz principal cantando a música, mas sim Loren Allred, que eu desconhecia por completo. E foi justamente no Britain’s Got Talent que ela resolveu se revelar.
Sem palavras. Apenas ouçam.
Cristo entre nós
Se Jesus voltasse hoje, será que o reconheceríamos? Ou será que estaríamos mais preocupados com o que os grupos de WhatsApp, a Globo News, a Jovem Pan e os “digital influencers” falariam dele? Será que questionaríamos se ele é de direita ou de esquerda, ou mesmo se é preconceituoso ou racista?
Em suma: será que estamos preparados para a volta de nosso salvador?

O perdão de Jesus é assustador – ou admirável? – Professor Frederico Lourenço
No capítulo 9 do Evangelho de Mateus (v. 8 ), há um problema textual fascinante.
Depois de Jesus ter curado o paralítico com a afirmação de que Lhe é lícito «perdoar os erros» da humanidade, como reagiram as pessoas à sua volta?
Sentiram medo (em grego, ephóbēsan – ἐφοβήθησαν), como se lê nos manuscritos mais antigos do Novo Testamento?
Ou sentiram admiração (ethaumasan – ἐθαύμασαν), como se lê na maioria dos manuscritos de Mateus?
É assustador que Jesus perdoe os nossos erros? Ou é admirável?
Na tradição convencional do cristianismo ortodoxo, o facto de Jesus perdoar os nossos erros não é assustador; é admirável. Por isso lemos, na tradução de João Ferreira de Almeida, que as pessoas «se maravilharam» perante a capacidade de Jesus perdoar os erros.
No entanto, na minha tradução lê-se que as pessoas «tiveram medo». Pois é isso que está no Codex Sinaiticus, no Codex Vaticanus, e no Codex Bezae – os mais antigos manuscritos que nos transmitem o Novo Testamento praticamente completo. Na Vulgata, note-se, lemos correctamente «timuerunt».
Qual será o medo de haver Alguém que, em vez de contabilizar os nossos erros como prova de acusação contra nós, simplesmente os manda embora (pois é isso que significa literalmente a expressão que costumamos traduzir por «perdoar»: em grego, o infinitivo ἀφιέναι e, em latim, o gerúndio: «filius hominis habet potestatem in terra DIMITTENDI peccata»).
Se confiarmos em Jesus, os nossos erros serão simplesmente mandados embora. Que medo pelo facto de, afinal, não termos de sentir medo!
Mas que bela razão, ao mesmo tempo, para glorificarmos a Deus, «que dá uma tal autoridade aos seres humanos» (Mateus 9:8: em latim, «qui dedit potestatem talem hominibus»).
Na imagem: o episódio visto por Murillo.

P.S. 46
Que sejamos surdos diante de todos os “eu te amo” ditos da boca para fora.

3⁰ Friburgo Rock Festival – Banda Sinistra
Confesso que não conhecia todas as bandas do line up. Estava indo ao show por conta do Angra e do Jeff Scott Sotto, mas por via das dúvidas, resolvi ouvir o som das outras bandas enquanto me dirigia para a cidade.

Ainda no carro, me deparei com uma música aleatória da banda Sinistra: “Quem é você”. Senti o Black Sabbath nos primeiros acordes. O Heavy Metal sem pressa. E veio a voz… Que voz! O Dio cantando em português! Mas como ouvi a música apenas uma vez só, fiquei com a sensação de que poderia ser só emoção pré show.
Não sei se todo mundo já sentiu o que é ir para um festival de Heavy Metal. A ansiedade é forte. Juntar o conhecido com o desconhecido musicalmente falando é uma experiência única, que vale muito a pena. De uma forma ou de outra, a sensação de enriquecimento musical é sempre fascinante. É real e deixa consequências importantes/relevantes.
Quando cheguei a Friburgo, deixei as coisas na casa da minha namorada (ela é de Friburgo) e parti para o festival sozinho (ela não curte metal, o que é 100% compreensível). Sabia que alguns amigos iriam, amigos lá de Friburgo mesmo, e tinha certeza de que seria o máximo. Fui nessa vibe.
Os amigos chegaram, tomei o meu gin (o barman estava inspiradíssimo), e quando me dei conta, começou o show da Sinistra.

Para minha mais absoluta surpresa, bem ao pé do meu ouvido estavam o Black Sabbath e Dio na sua versão brasileira mais perfeita possível (os músicos da banda eram e são sensacionais – mais detalhes aqui).
E aí, veio o momento Jung. A banda tocou “Quem é você” e eu disse para os meus amigos: “Dio está aqui. É o Dio!” E dois ou três segundos depois de eu dizer isso, o vocalista da banda chamou “Children Of The Sea”. Sim! Black Sabbath com Dio. Os caras mandaram essa! Sincronicidade pura!
Chorei feito uma criança. Ninguém me entendia, é claro. Agradeci a Deus por estar ali naquele momento. Foi muito emocionante “rever” o Dio e, mais ainda, sentir o pedigree nacional naquela toada. Incrível! Inesquecível! Para sempre!
Enfim… A banda Sinistra é um achado. A música que mencionei é Espírita (é só prestar atenção na letra), fato que achei minimamente curioso. E a Sinistra ganhou um novo fã. 😊
P.S.: Os shows do Angra e do Jeff Scott Sotto também foram excelentes!
P.S.: O festival foi no dia 01/04/2023 e ano que vem tem mais!
Zimbro
Era para ser um encontro,
Três doses de gin,
Uma boa foda,
E nada mais.
Agora,
Com ela sempre me encontro,
Minha casa cheira a zimbro,
Das fodas já perdi as contas,
E eu quero é muito,
Muito mais.

Hope
Be the smile someone is hoping for.

Iahweh e Orquestra Filarmônica do Cone Leste Paulista: Neblim
Apenas ouça. Faça esse favor a você mesmo. Arranjo enlouquecedor e músicos MUITO acima da média falando de Deus. Para ficar melhor ainda, ainda mistura uma orquestra filarmônica com som pesado. Uma das coisas mais bonitas que já vi na minha vida.
Antônio
Segunda-feira. Antônio acordou bem cedo e feliz. Finalmente chegara o dia de iniciar o seu estágio em uma repartição pública. Diga-se de passagem, estágio obrigatório para a sua formatura.
Fez a barba e colocou a sua melhor roupa. Caprichou no perfume. Deu um beijo na mãe e saiu correndo para não chegar atrasado no primeiro dia, ainda mais porque precisava pegar dois ônibus para chegar até a empresa.
Chegou com 45 minutos de antecedência. Não havia uma viva alma no lugar. Apenas um vigia que não podia deixa-lo entrar porque ela ainda não tinha crachá.
Aos poucos, os funcionários e estagiários foram chegando. Ele se dirigiu até a portaria para pegar algum tipo de identificação, mas como o time do RH só chegaria na parte da tarde, recebeu um crachá de visitante e em seguida foi levado até a sala do seu novo chefe.
O chefe o recebeu com entusiasmo. Disse que havia uma mesa e um computador esperando por ele. A tal mesa estava abarrotada de processos, e o chefe se sentou a seu lado para explicar quais os critérios para um processo ser aprovado.
“Parece fácil! Vou dar tudo de mim e terminar logo com isso tudo!”
Os outros funcionários do departamento não pareciam muito empolgados. Fumavam e bebiam café o dia inteiro. Volta e meia sentavam em suas mesas e por lá não ficavam mais do que 30 minutos. Tinha até gente fazendo unha em pleno escritório.
Acabou esquecendo de almoçar e terminou de verificar todos os processos que estavam em sua mesa. Viu alguns olhares atravessados em sua direção, mas não entendeu exatamente do que se tratava. Como já havia passado mais de 30 minutos do fim do horário do seu estágio, foi-se embora. Não antes de falar com o seu chefe, claro, mas foi informado que seu chefe já havia ido embora logo depois do almoço.
Nem os dois ônibus de volta o incomodaram. Comeu alguma coisa em uma birosca na frente da faculdade (era bolsista – passou em primeiro lugar na prova de seleção) e foi para a aula. Chegou em casa acabado, por volta das 23h00. Foi dormir feliz.
No dia seguinte, ao chegar ao escritório, foi chamado pelo seu chefe.
– Antônio, você está de parabéns! Em um dia só acabou com todos os processos que estavam na sua mesa!
– Obrigado, chefe! Eu sou novo aqui e estou querendo mostrar o meu valor…
– Eu entendo, Antônio, mas veja… As coisas aqui seguem um determinado ritmo. Não adianta a gente acelerar todos os processos aqui para eles ficarem em espera no próximo departamento para o qual irão, entende?
– Mas se precisar, eu posso ajudar lá no outro departamento também!
– Sim, claro, mas eles já tem um estagiário lá. Eu não posso permitir isso. Vamos fazer o seguinte, então… Não mais do que 10 processos por dia, ok?
– Mas já há uns 20 em cima de minha mesa só de hoje…
– Sim, mas vá com calma. De 10 em 10 todos os dias, ok?
Antônio saiu frustrado da sala de seu chefe. Em menos de uma hora e meia deu conta dos tais de processos e ficou sem ter o que fazer. Perguntou se algum dos seus colegas de trabalho precisavam de ajuda, mas nenhum deles aceitou a oferta.
E assim foi na quarta e na quinta-feira também. Até que na sexta-feira, ao chegar a sua mesa de trabalho e abrir sua gaveta, percebeu que havia um envelope com 500 Reais. Ele achou estranho, porque o RH havia pedido a sua conta corrente (que ele nem tinha antes de estagiar), e por isso foi falar com o chefe.
– Bom dia, chefe! Encontrei este envelope com 500 Reais na minha gaveta. O senhor sabe de quem é esse dinheiro?
– É seu, Antônio! É seu.
– Não é! Eu tenho certeza.
– Antônio, deixa eu ser um pouco mais direto: para trabalhar aqui, este dinheiro precisa ser seu, entende? É a regra. Vale para todo mundo. Agora, vá fazer o seu trabalho.
Antônio saiu da sala do chefe cabisbaixo. Entendeu bem o recado: para trabalhar ali, ele precisava participar do esquema.
Pegou o envelope, o colocou de volta na sua gaveta, pegou suas coisas e foi embora. Ao passar pela portaria, deixou o seu crachá de visitante. Olhou para o prédio e pensou:
“Eu realmente era só um visitante.”
Chegando em casa, recebeu um abraço apertado do seu pai e da sua mãe. Muito humildes, choraram ao perceber que seus valores tinham seguido adiante na figura de seu filho. Seu pai disse:
“Estamos muito orgulhosos de você. Temos certeza que Deus também.”
Na semana seguinte, conseguiu um outro estágio. Hoje, é casado e tem dois filhos, e junto com sua esposa, passa adiante o que recebeu de berço, diretamente de seus pais.
