Avatar de Desconhecido

Confissão

Nunca quis ser poeta. Eu já nasci assim. É a minha maneira de fotografar o mundo, de me fotografar.

Cada poema meu, por mais tosco e sem graça que seja, é uma confissão sem filtros do que comigo se passa ou se passou. E quando os releio, verso por verso, palavra por palavra, sinto novamente os sorrisos, as lágrimas, os abraços, os beijos, as despedidas. Sinto-me vivo por tudo que já vivi.

Escrevo não para me imortalizar, mas para me lembrar enquanto eu ainda existo de quem eu mesmo sou. E assim será até meu último dia. Até meu último suspiro. Morrerei um contador de histórias de mim mesmo. É isso que sou.