Eu queria fazer as pazes com o mundo, se é que isso é possível.
É verdade que algumas pessoas pegaram pesado comigo. Fizeram coisas que não foram justas. Mas, olhando com calma, eu também deixei muita coisa acontecer.
Acreditei em promessas que não foram cumpridas e continuei esperando quando já devia ter ido embora. Tive a minha parte, e reconhecer isso não me diminui. Me liberta.
E, se eu errei com alguém, peço desculpas. Também sou alguém em processo, ainda crescendo, e nem sempre acerto. Às vezes a gente tem certeza de que está acertando e, na verdade, não está.
Todo mundo que passou pela minha vida deixou um pouco de si comigo. O que foi bom, eu guardo. O que não foi, virou lição. Ainda tem coisa a acertar, ainda tem coisa a processar. Mas eu sigo, e aos poucos o que pesa vai virando aprendizado.
Por isso, hoje eu peço a Deus uma coisa só: força, ou sensibilidade, ou sei lá o nome que isso tem, para seguir em frente sem deixar de acreditar nas possibilidades.
Não sei se o mundo aceita a paz. Mas da minha parte, ela está feita.
“Concedei-me a serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar, coragem para mudar as que posso e sabedoria para distinguir umas das outras.” — Reinhold Niebuhr