Se eu for embora
Ninguém vai perceber
Não sei se isso é uma maldição
Ou um super poder.

Entrelaço minhas mãos nas tuas
No meio da rua,
Em todo e qualquer lugar.
E quem nos vê não sabe
Que este entrelaçar
São nossas almar a namorar,
E tudo que entre nós há de mais íntimo.

O que há em mim é sobretudo cansaço —
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada —
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser…
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto…
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimo, íssimo, íssimo,
Cansaço…
Voz que se cala:
Cansou de explicar o mar
A quem teme a água.

Céu desaba em mim,
Lava o rastro do medo:
Soberano ando.

Os dias de espera
Me prepararam
Para os dias
De nunca mais.
Dias que o tempo levou
E que o vento não mais traz.
Há um silêncio novo na casa,
Que a longa espera ensinou,
O tempo, que antes era brasa,
Cinza mansa se tornou.
Não é o fim da estrada que vejo,
Mas o fim de um modo de andar.
Guardo no peito o meu amor e desejo,
Para em silêncio observar.
São os dias de nunca mais ser o mesmo,
Para que a verdade possa, enfim, chegar.

Esta música da Beth Hart diz tudo que eu quero e preciso dizer. Eu sou muito grato por tudo que me aconteceu e pelo que me tornei. Muito, muito mesmo.
I see blue birds of paradise
I see sunset to sunrise
I watch comets in the sky
I see magic flying by
I feel my father holding me
I feel my spirit learn to breathe
I look into my mother’s eyes
I know this must be paradise
And I say, oh my, oh my
This is paradise
I say, oh my, oh my
Thank you for the sunshine
Thank you for the light
Thank you for the moonshine
Thank you for the night
Thank you for the big climb
Thank you for the fall
Thank you for my life
Thank you for it all
I run through fields of majesty
I run in and out of reality
I run back to my enemy
I run deep down inside of me
I hear whispering in the trees
I hear their towering melodies
They share their ancient memories
They sing we’re all family
And I sing, oh my, oh my
This is paradise
I sing, oh my, oh my
Thank you for the sunshine
Thank you for the light
Thank you for the moonshine
Thank you for the night
Thank you for the big climb
Thank you for the fall
Thank you for my life
Thank you for it all
It’s a beautiful life in the little things
So I stand in the light and I see everything
My, my, oh, my
Thank you for the sunshine
Thank you for the light
Thank you for the moonshine
Thank you for the night
Thank you for the big climb
Thank you for the fall
Thank you for my life
Thank you for the laughter
Thank you for the chance
Thank you for the madness
Thank you for the dance
Thank you for forgiveness
And not softening the fall
Thank you for my love
Thank you for it all
Thank you for my life
I’m thankful for it all
All, all
Thankful for it all
Talvez seja a hora
De dar um tempo
(definitivo)
Das redes sociais
Das vitrines sociais
E ver apenas o que chega até mim
Não mais através de telas
Mas através dos meus próprios olhos
Estes sim, definitivos.
Antes de ser Noi, era um prédio onde moravam a minha madrinha, meu padrinho e meus primos. Já era solo sagrado para mim, e quis a vida que, mesmo após a demolição do imóvel antigo, a vida aqui, na Rua Miguel de Frias 106, florescesse novamente.
O Noi Miguel de Frias não é apenas “uma casa de cervejas artesanais” com “uma gastronomia variada e de qualidade inconfundível”. É anexo da minha casa. É solo sagrado. É parte de mim.
É um lugar de encontros, de desencontros, de despedidas, de reencontros. De partidas e chegadas. De sorrisos e de lágrimas. De braços abertos, de confissões. De beijos e de abraços. De amor, de desejo, de paixão. De milhares de memórias e histórias que não caberiam em uma postagem do Instagram. Talvez em um livro. Talvez em dois.
Hoje, tento retribuir através das minhas lentes e das minhas palavras, o tanto que este local mágico e repito, sagrado, foi e é importante na minha vida e na vida das pessoas que eu amo.
É óbvio que um lugar físico por si só é apenas mais um lugar. A boa cerveja, os bons drinks (atenção especial para o gin Ion, produzido pela Noi), bem como a comida saborosa e farta, só fazem sentido diante de uma equipe que trabalha incansavelmente para atender seus clientes de forma impecável. Meu muito obrigado a todos. Todos mesmo. Aos que me recebem na entrada, aos que anotam e trazem os meus pedidos, aos que mantém o local sempre limpo e asseado, a todas as pessoas que trabalham no bar e na cozinha, aos maîtres… Enfim.
Obrigado, Noi Miguel de Frias! Sim, isso é uma declaração de amor. Sempre que eu puder estarei por aqui.
E para quem, como eu, que busca a perfeição nos detalhes, o amargor de uma Italian Pilsener clássica ou mesmo a precisão do corte de um sashimi, se tornam inevitável e inadiável porto seguro.



























