Avatar de Desconhecido

Em casa

Chuva no telhado

O caracol se recolhe

Paz de um cômodo.

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Vazias

Hoje, nesta noite,

Beberei duas garrafas de vinho absolutamente iguais:

Uma, para reclamar de tudo que me falta.

Outra, para agradecer por tudo que já tenho.

Ambas terminarão absolutamente vazias.

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Três Haikus sobre esperança

Fresta no escuro
O sol insiste em nascer
Dia que se abre.


Flor entre as pedras
Onde ninguém esperava
Cresce o amanhã.


Céu de tempestade
Mas no peito, uma asa
Busca o azul.


Qual deles faz mais sentido para você?

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Supondo que…

Se eu for embora

Ninguém vai perceber

Não sei se isso é uma maldição

Ou um super poder.

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Almas enamoradas

Entrelaço minhas mãos nas tuas

No meio da rua,

Em todo e qualquer lugar.

E quem nos vê não sabe

Que este entrelaçar

São nossas almar a namorar,

E tudo que entre nós há de mais íntimo.

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No peito

Força no peito,

Sonhos rasgam o medo —

Amanhece luz.

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Conciso

Voz que se cala:

Cansou de explicar o mar

A quem teme a água.

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O inventário do silêncio

Os dias de espera
Me prepararam
Para os dias
De nunca mais.

Dias que o tempo levou
E que o vento não mais traz.

Há um silêncio novo na casa,
Que a longa espera ensinou,
O tempo, que antes era brasa,
Cinza mansa se tornou.

Não é o fim da estrada que vejo,
Mas o fim de um modo de andar.
Guardo no peito o meu amor e desejo,
Para em silêncio observar.

São os dias de nunca mais ser o mesmo,
Para que a verdade possa, enfim, chegar.

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Talvez seja a hora

Talvez seja a hora

De dar um tempo

(definitivo)

Das redes sociais

Das vitrines sociais

E ver apenas o que chega até mim

Não mais através de telas

Mas através dos meus próprios olhos

Estes sim, definitivos.

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Onde te colocas

Ao lado de teus algozes,

És nada além de um condenado.

Ao lado dos que te amam,

És o elixir da felicidade.