Marés na minha boca.
A Lua à minha frente.
E eu, inútil,
contra a natureza.
Guia-me.
Leva-me.
És a força.
A gravidade da Lua
sobre as marés.
Tudo o que move.
Tudo o que transborda.
E a estranha certeza
de que nada mais falta.

Marés na minha boca.
A Lua à minha frente.
E eu, inútil,
contra a natureza.
Guia-me.
Leva-me.
És a força.
A gravidade da Lua
sobre as marés.
Tudo o que move.
Tudo o que transborda.
E a estranha certeza
de que nada mais falta.

I. A garça
O vento esculpe a crista da maré,
desenha formas que o sal logo desfaz.
A garça fita o que o tempo quer,
no mergulho exato de um instante em paz.
Não há ontem na curva do horizonte,
nem promessas no vôo do gavião.
A vida é o jorro que brota da fonte,
sem pedir licença ou explicação.
O mundo gira em sua luz de cobre,
alheio ao passo de quem o quer medir.
A beleza é livre, o olhar é nobre,
no simples mistério de apenas existir.
II. O gavião
O vento sustenta o risco no céu,
abre no azul um traço fugaz.
O gavião não pesa o seu papel,
segue no fluxo que nunca se desfaz.
Lá embaixo, a garça detém o instante,
na linha exata de mergulhar.
O alto se move, livre e distante,
sem ponto fixo que o faça parar.
O mundo se alarga no que se descobre,
alheio ao gesto de quem quer medir.
A beleza é vasta, o silêncio é nobre,
no livre impulso de apenas seguir.
III. O mesmo céu
O horizonte sustenta o que é vão,
onde o longe e o perto se desfaz.
Não há medida na extensão,
nem forma fixa no que se refaz.
A garça encontra o ponto do ar,
no gesto exato de mergulhar.
O gavião não se prende ao passar,
no amplo curso de apenas voar.
O mundo respira no mesmo cobre,
sem escolher ficar ou partir.
A beleza é livre, o silêncio é nobre,
no mesmo acordo de apenas existir.

Tu és dona das flores
Que trazes quando chegas
E que deixas quando vais.
És o jardim onde quero ser sepultado,
O cálice que faz-me vivo,
E tudo de melhor que tenho desfrutado.
Tu és a dona das flores,
Que rega-me sem pudores,
E até em teus espinhos
Não sangro: me curo.
Tu és a dona das flores,
Que explodem em uma miríade as cores
No meu coração, na minha alma,
Na terra que ofereço fecunda
Para nossos brotos ainda por nascer.

Uma subida extenuante (pode ser feita de carro, mas perde e graça) para alcançar esse paraíso com temperatura de 18⁰ C (versus 24⁰ C na beira da praia) e uma vista absolutamente maravilhosa, que seria de 360⁰ não fossem as árvores (e que as árvores continuem por lá).
Mais do que recomendo a visita, quer seja para pular de asa delta/parapente, fazer exercícios/trilhas, tomar uma cerveja, comer no bistrô, passear com as crianças… Enfim… Curtir a vida. É simplesmente sensacional! 🙂








De quebra, fui novamente na Praia de Camboinhas e Deus me deu esses presente: uma coruja fazendo pose para foto!

Foi ou não foi um sábado mais do que abençoado? Obrigado, Deus!!! 🥰🥰🥰
Era para ser só mais uma caminhada em um lugar diferente, mas Deus fez questão de mostrar a Sua presença. Eis aqui um breve registro das maravilhas que encontrei pelo caminho. ❤❤❤






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