Caminho por ruas que se dividem em silêncio
Cada uma acenando com promessas que não decifro
Às vezes penso que escolhi
Mas o vento muda e me confunde de novo
Há uma porta que brilha, outra que guarda sombra
E ambas parecem chamar meu nome
Fico parado no meio, aturdido
Como quem teme perder o que não viveu
Como quem teme viver o que não poderia ser perdido
O horizonte se dobra em dois
E eu sigo tentando ouvir qual parte dele respira comigo.





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