Avatar de Desconhecido

O que precisa ser

Havia um rio entre a tua dor e a minha visão,
E eu julgava conhecer o que não podia ver;
Faltava à ponte a firmeza da comunicação,
Faltava coragem para tudo esclarecer.

Eu via apenas a margem, não a profundidade,
Você guardava correntes difíceis de revelar;
E, entre silêncio, ruído e vulnerabilidade,
Perdíamos caminhos que só o diálogo podia mostrar.

Mas quando a verdade encontrou voz para nascer,
E a escuta trocou o julgamento pela atenção,
Descobri que amar é primeiro tentar entender,
Antes de procurar respostas ou explicação.

Nenhuma alma se revela sem a coragem de dizer,
Nem existe amor sem compreensão.

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Ardo inteiro

Amo como quem caminha sobre brasas,

sabendo que cada passo pode incendiar o peito.

Não temo o silêncio que responde ao meu grito,

nem o eco que devolve o nome que ninguém chama.

Se o amor não volta, eu não recuo:

ardo inteiro, mesmo que o fogo seja só meu.

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Coragem e vulnerabilidade

Há uma coragem silenciosa em quem fala das próprias dores.

É fácil compartilhar conquistas, momentos felizes e certezas. Difícil é mostrar as partes quebradas, os medos, as inseguranças e as cicatrizes que carregamos em silêncio. Quando alguém faz isso, não está apenas contando uma história. Está entregando ao outro algo valioso: a própria vulnerabilidade.

Quem se abre corre um risco. Não apenas o risco de ser mal compreendido, mas o de colocar nas mãos de outra pessoa algo que lhe é precioso: a própria dor. Sentimentos revelados nunca são apenas palavras. São partes de nós que abandonam o abrigo do silêncio na esperança de encontrar compreensão. Por isso, toda confidência é um ato de confiança. Uma forma silenciosa de dizer: “isto importa para mim“. E, talvez mais profundamente: “você importa o bastante para que eu lhe mostre quem sou quando não estou forte“.

Nem sempre esperamos respostas perfeitas. Muitas vezes, o que desejamos é apenas perceber que aquilo que compartilhamos encontrou algum lugar no coração de quem nos ouviu. Porque aquilo que é dito com sinceridade não nasce da necessidade de convencer, mas do desejo de ser conhecido.

Talvez a vulnerabilidade seja justamente isso: permanecer sem armaduras diante de alguém, mesmo sabendo que não existe garantia de compreensão. E, ainda assim, escolher a honestidade em vez do silêncio.

Como escreveu Brené Brown:

“A vulnerabilidade não é vencer ou perder; é ter a coragem de se mostrar quando não se pode controlar o resultado.”

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Gotas e goles

Entre gotas e goles

Me pergunto se não é

No desespero e no porre

Que moram a coragem

E a esperança

Essas duas que em mim sobram

E que te mandam lembranças.

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Ainda assim (2)

Força não é sustentar a aparência.

É deixar cair,

e, ainda assim,

existir.

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Sem receios

Acredito no que sinto,

E o que sinto é meu guia.

Quando digo que te amo,

Não penso nas consequências,

Ou em qualquer burocracia.

Amo e pronto,

Sem demagogia,

Sem receios,

Pois teus seios

Nutrem todas minhas poesias.

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Metalingus – Alter Bridge

Essa música é um soco na cara. Há mais para se fazer na vida do que reclamar do que poderia ter sido.

Sigamos em frente! Letra no vídeo.

P.S.: A banda é SENSACIONAL!

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Vielas do pranto

O pranto por vezes é seco e mudo,

Porque por vezes é medroso.

Porque por vezes falta-lhe a coragem

De ser pranto.

.

Vim e estou aqui!

Vejam-me:

Estou pronto e sou pranto,

Mas escondo-me em sorrisos absintos,

Em obrigações comensais,

Em ratoeiras morais

Sem esperança ou encanto.

.

Mas há vergonha maior do que sorrir

Para não deixar rugir o pranto?

.

Sim, este desencanto

É mais do que motivo

Para o pranto!

E quando não deixo o pranto ser,

Eu mesmo me torno o pranto:

Escondo-me nas vielas da tristeza,

Esmorecido e aturdido,

Esgueirando-me de canto em canto.

.

Que me salve o pranto!

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Moscas-mortas

Me disseram que era difícil,

Mas na verdade era muito mais difícil do que me disseram.

Eu acabei descobrindo porque fui lá e fiz,

Coisa que os moscas-mortas nunca fizeram.

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Reviravolta

Caminho por noites escuras

Sem lua

Sem rumo

Sem porquê

Sem porém.

Caminho porque caminho

E vou sem destino

Esperando chegar

Sabe-se lá onde

E encontrar sei lá quem.

Mas é nessa escuridão

Diante do que sobrou de mim

Que pretendo virar chama

E queimar a língua dos caretas

Que acharam que este era meu fim.