Moram em mim a paz de ter tentado tudo,
A tristeza de não ter conseguido nada,
A fé de que minha fé não seja em vão,
E a prece para que esperança não seja apenas um sinônimo de engano.

Moram em mim a paz de ter tentado tudo,
A tristeza de não ter conseguido nada,
A fé de que minha fé não seja em vão,
E a prece para que esperança não seja apenas um sinônimo de engano.

As pequenas esperanças
ainda vivem — encolhidas —
no fundo da gaveta de meias,
tremendo de frio,
convencidas de que foram deixadas
para depois.
Não dormem por vontade,
mas porque alguém as embalou
num sono sem sonho,
hipnotizadas
pelo peso dos dias.
Essas esperanças —
que já ocuparam a casa inteira —
agora encolhem,
desaparecem devagar,
como quem aprende
a não pedir mais nada.

Os ventos mudaram.
Mas ventos sempre mudam.
O que pesa não é a mudança dos céus, nem a dança imprevisível das nuvens.
O que pesa é o esforço das minhas mãos.
Ando cansado de ajustar minhas velas, cansado de reaprender rotas, de chamar de esperança aquilo que tantas vezes foi apenas espera.
Talvez não seja a mudança dos ventos que me esgote,
mas sim navegar sozinho.
Entre gotas e goles
Me pergunto se não é
No desespero e no porre
Que moram a coragem
E a esperança
Essas duas que em mim sobram
E que te mandam lembranças.

Taça de gin leve:
na borda, a esperança
brilha em silêncio.

Fresta no escuro
O sol insiste em nascer
Dia que se abre.
Flor entre as pedras
Onde ninguém esperava
Cresce o amanhã.
Céu de tempestade
Mas no peito, uma asa
Busca o azul.
Qual deles faz mais sentido para você?
Na ponta dos dedos,
Aquele ponto, aquele momento,
Em que tudo foi posto a perder.
.
Sobraram palavras,
Faltaram ouvidos,
Sobraram medos,
Faltaram decisões.
.
Faz sentido perceber
O que é de fato sentido –
Deveras sentido,
Compartilhado,
Repetido Ad nauseam –
E que não há mais muito
(ou mesmo pouco)
Que se possa fazer.
.
A esperança é um dom
Que eu perdi,
Um dom que mataram,
Que deixaram em mim morrer.

Escrevi e continuo escrevendo,
Muitas vezes, não mais no papel –
Nas nuvens e no céu –
Testemunhas das minhas andanças.
.
E eu que já fui criança –
E queria continuar sendo, confesso –
Me deparo com a rudeza da vida adulta,
Com a falta de esperança.
.
Aonde foram parar os sonhos
De um menino então risonho,
Que pensava que algodão doce
Era pedaço de nuvem?
.
Aonde foi parar o que eu nunca fui,
Mas que queria continuar sendo:
Um futuro farto de boas lembranças,
Um homem com o coração menos duro?
.
Valha-me, Deus, tudo é pranto!
Aonde foi parar o encanto
Do contador de histórias e de estrelas,
Que achava que viver era seguro?

Não é uma música qualquer. É uma oração que me toca profundamente.
Deus é meu escudo, e por mais que eu me esqueça Dele de vez em quando, sei que Ele não se esquece de mim.
You Raise Me UP
(Josh Groban)
When I am down, and, oh, my soul, so weary
When troubles come, and my heart burdened be
Then, I am still and wait here in the silence
Until you come and sit awhile with me
You raise me up, so I can stand on mountains
You raise me up to walk on stormy seas
I am strong when I am on your shoulders
You raise me up to more than I can be
You raise me up, so I can stand on mountains
You raise me up to walk on stormy seas
I am strong when I am on your shoulders
You raise me up to more than I can be
You raise me up to more than I can be
O poeta morre um pouco
Quando dele se vai a ingenuidade,
Quando dele se vai a esperança,
Quando dele se vai a confiança,
Quando dele se vai credulidade.
Mas o poeta morre para renascer,
Porque a essência do poeta é o recomeço.
Diante dos cacos, das cinzas, da brutalidade,
O poeta morre e renasce sem medo,
Escrevendo novas histórias,
Ressignificando antigas histórias,
Rindo e chorando
De derrotas e vitórias,
Porque o que mata de fato o poeta
É não poder tentar
Pelo menos mais uma vez.

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