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Tributo ao Noi Miguel de Frias

Antes de ser Noi, era um prédio onde moravam a minha madrinha, meu padrinho e meus primos. Já era solo sagrado para mim, e quis a vida que, mesmo após a demolição do imóvel antigo, a vida aqui, na Rua Miguel de Frias 106, florescesse novamente.

O Noi Miguel de Frias não é apenas “uma casa de cervejas artesanais” com “uma gastronomia variada e de qualidade inconfundível”. É anexo da minha casa. É solo sagrado. É parte de mim.

É um lugar de encontros, de desencontros, de despedidas, de reencontros. De partidas e chegadas. De sorrisos e de lágrimas. De braços abertos, de confissões. De beijos e de abraços. De amor, de desejo, de paixão. De milhares de memórias e histórias que não caberiam em uma postagem do Instagram. Talvez em um livro. Talvez em dois.

Hoje, tento retribuir através das minhas lentes e das minhas palavras, o tanto que este local mágico e repito, sagrado, foi e é importante na minha vida e na vida das pessoas que eu amo.

É óbvio que um lugar físico por si só é apenas mais um lugar. A boa cerveja, os bons drinks (atenção especial para o gin Ion, produzido pela Noi), bem como a comida saborosa e farta, só fazem sentido diante de uma equipe que trabalha incansavelmente para atender seus clientes de forma impecável. Meu muito obrigado a todos. Todos mesmo. Aos que me recebem na entrada, aos que anotam e trazem os meus pedidos, aos que mantém o local sempre limpo e asseado, a todas as pessoas que trabalham no bar e na cozinha, aos maîtres… Enfim.

Obrigado, Noi Miguel de Frias! Sim, isso é uma declaração de amor. Sempre que eu puder estarei por aqui.

E para quem, como eu, que busca a perfeição nos detalhes, o amargor de uma Italian Pilsener clássica ou mesmo a precisão do corte de um sashimi, se tornam inevitável e inadiável porto seguro.

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Projeto: Fotógrafo 2026 (2)

Impressionante passar por um lugar todos os dias e todos os dias descobrir novos ângulos. É como se por detrás dos olhos da câmera, até o estático entrasse em movimento. É tudo vivo, colorido e pulsante. Falta-me vocabulário para descrever o privilégio de chamar tudo isso de “meu quintal”. ❤️

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Projeto: Fotógrafo 2026

Sempre gostei de fotografia, mas fiquei um tempo longe, usando apenas o telefone celular. Final de semana passado, resolvi mudar um pouco a coisa. Eis o resultado.

E aí? As fotografias foram todas capturadas no formato RAW com pós produção no Adobe Lightroom.

Gostei do resultado, mas confesso que ainda sinto que peco na composição. Quero compor cenas melhores, digamos assim.

A foto abaixo tem mais cara de fotografia pelo menos semi profissional.

Claro que a vibe das fotos é diferente, mas enfim… Um dia, quem sabe eu chego lá? 🙂

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Deus está olhando

O que falar destas fotos que foram tiradas de bate-pronto? Surreais! Só me dei conta depois. Literalmente, parece Deus olhando por entre as nuvens. ❤️❤️❤️

Icaraí – Niterói – Rio de Janeiro – Brasil – 21/10/2025

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Domingo de inverno

Domingo eu te quero

Domingo eu te tenho

Domingo eu te pego

Domingo não me contenho.

.

Domingo eu te rio

Domingo de ti rios

Domingo de Niterói

Domingo de nós.

.

Domingo

Sempre domingo.

Com mais idade,

Jogaremos bingo.

Mas por ora

No aqui e no agora –

Sem demora –

Existimos e resistimos

Em mais um delicioso domingo.

Niterói/RJ – Brasil

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Mais um domingo

Mais um domingo.

Mais protetor solar.

Mais uma caminhada na praia.

Mais uma água de coco.

Mais uma roda de amigos.

Mais uma cerveja gelada.

Mais uma empada de camarão.

Mais risadas.

Mais um café.

Mais um bombom de chocolate.

Mais doçura.

Mais fé.

Mais gratidão.

Mais um domingo –

E é tão bom estar vivo! –

Se Deus quiser,

Outros tantos domingos virão.

Ilha da Boa Viagem – Niterói/RJ
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Perdas

A beleza desta praia é estonteante. E ela está aqui, todos os dias, há poucos passos da minha casa. Serve-me de abrigo, de refúgio. Tão perto que muitas vezes passa despercebida. Tão perto que eu a tomo como certa para sempre. Eu tenho certeza, entretanto, que se eu me mudasse ou mesmo se a praia daqui sumisse, eu sentiria muito, muito mesmo, justamente por eu ter a certeza de que ela está sempre a minha disposiçao, sem que eu faça o mínimo de esforço. Perder o que achamos impossível de perder é uma das maiores dores que existem.

P.S.: Este post não é sobre a praia.

Praia de Icaraí – Niterói/RJ
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Tudo é ponte

Teu livro me espreita da cabeceira, enquanto engulo um farto gole de cerveja.

Comemoro as tuas andanças, as tuas idas e vindas, partidas e chegadas. Você em movimento. Eu em movimento a você.

Os lençóis e a cabeceira ainda estão marcados pelo nosso amor. Testemunhas de gozos incansáveis, de confissões doridas. Coisas inesquecíveis. Coisas feitas e ainda por fazer.

Vejo uma calcinha. O cheiro de menta que emana do aromatizador ecoa pelo quarto e abafa uma única lágrima que desce do meu rosto com fúria no maior estilo “Que porra é essa? Cadê você?”

Saudade. Faz menos de uma hora que você se foi. Foi o tempo de eu dirigir da rodoviária até em casa e ser tragado pela tua ausência. Nem a beleza da Baía de Guanabara vista da Ponte Rio Niterói durante a noite foi capaz de tornar o “eu sei que você já volta” mais palatável. Uma situação indigesta é uma situação indigesta. Não há música que me salve disso.

Passei por duas Operações Lei Seca. Não fui parado em nenhuma delas. Eu deveria ter sido preso por andar embriagado de você, completamente atordoado pelo cheiro do teu perfume que mora no meu carro, na minha pele, nos meus sonhos.

Arrisco um Law & Order: SVU na esperança de ver um episódio novo. Por reflexo, tento alcançar teu corpo a meu lado em uma vã tentativa de me abrigar do mundo e ganhar um coçada nas costas. Você não está aqui como estava pela manhã, como esteve até o nosso “vai com Deus”.

Te espero sabendo que te espero por opção, por amor, por tesão, por teimosia, por esperança. “Tudo é rio”, da Carla Madeira. Capítulo 8. Até você voltar, terminarei de ler o livro.

Durma bem durante a viagem.

P.S.: As panelas que ficaram sobre o fogão eu lavo pela manhã. Volta logo. Quero você.