Antes de ser Noi, era um prédio onde moravam a minha madrinha, meu padrinho e meus primos. Já era solo sagrado para mim, e quis a vida que, mesmo após a demolição do imóvel antigo, a vida aqui, na Rua Miguel de Frias 106, florescesse novamente.
O Noi Miguel de Frias não é apenas “uma casa de cervejas artesanais” com “uma gastronomia variada e de qualidade inconfundível”. É anexo da minha casa. É solo sagrado. É parte de mim.
É um lugar de encontros, de desencontros, de despedidas, de reencontros. De partidas e chegadas. De sorrisos e de lágrimas. De braços abertos, de confissões. De beijos e de abraços. De amor, de desejo, de paixão. De milhares de memórias e histórias que não caberiam em uma postagem do Instagram. Talvez em um livro. Talvez em dois.
Hoje, tento retribuir através das minhas lentes e das minhas palavras, o tanto que este local mágico e repito, sagrado, foi e é importante na minha vida e na vida das pessoas que eu amo.
É óbvio que um lugar físico por si só é apenas mais um lugar. A boa cerveja, os bons drinks (atenção especial para o gin Ion, produzido pela Noi), bem como a comida saborosa e farta, só fazem sentido diante de uma equipe que trabalha incansavelmente para atender seus clientes de forma impecável. Meu muito obrigado a todos. Todos mesmo. Aos que me recebem na entrada, aos que anotam e trazem os meus pedidos, aos que mantém o local sempre limpo e asseado, a todas as pessoas que trabalham no bar e na cozinha, aos maîtres… Enfim.
Obrigado, Noi Miguel de Frias! Sim, isso é uma declaração de amor. Sempre que eu puder estarei por aqui.
E para quem, como eu, que busca a perfeição nos detalhes, o amargor de uma Italian Pilsener clássica ou mesmo a precisão do corte de um sashimi, se tornam inevitável e inadiável porto seguro.
Para ser bom, um churrasco não precisa ser luxuoso. Se for, ótimo, mas confesso que os melhores que já fui (e foram muitos) foram na casa de amigos e até em lugares inusitados, com churrasqueiras improvisadas e tudo mais. E é claro que no final todo mundo teve que fazer uma vaquinha para pedir mais cerveja pelo Zé Delivery (ou para o Seu Zé do bar da esquina).
Não havia picanha uruguaia, mas havia aquelas rodas de amigos de anos que só falam besteiras (faço questão de fazer parte delas) que se zoavam e zoavam os outros o tempo todo. Não havia pessoas famosas ou alecrins dourados (estes sequer eram convidados), mas por diversas uma amiga maravilhosa levou uma mulher maravilhosa que me fez babar. Não havia utensílios especiais caríssimos para churrascos, mas havia toneladas de amor wagyu em todos os cantos. Simples, bem simples, com as crianças brincando por perto em um ambiente super seguro. Até lugar para os bêbados dormirem em paz na grama havia! Enfim…
Parabéns a todos os churrasqueiros e aos verdadeiros apreciadores de churrasco! Esta é a nossa história e eu amo muito tudo isso.
Me perdoes por não olhar-te Como se fosses o prato do dia.
A minha fome não é de comida: Eu preciso alimentar meu coração Dar de comer a minha alma E nada disso se dá Em uma só refeição.
Somos incompatíveis Não porque nos falte afinidade – Que mais do que há, diga-se de passagem – Mas porque o que tens para me oferecer É justamente o que não preciso E o que tenho para te oferecer Soa-te como completa falta de juízo.
Não é uma crítica – Que fique claro – São duas almas buscando um caminho Que vamos seguir como se entre nós Nada tivesse acontecido Até – quem sabe? – tudo acontecer de novo E de novo, e de novo, e de novo, e de novo…
Esqueci meu juízo
Em algum lugar
Nao sei se tento
Ao menos procurar
Pois tanto faz perder
E tanto faz achar
O que de nada me serve
Deixa essa merda pra lá!
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