Trouxe abrigo, mas havia tempestades que moravam antes de mim.
Acendi luzes, mas algumas sombras conheciam a casa melhor do que eu.
Aprendi que certos abismos não se abrem entre duas pessoas.
Já estavam lá.
Existem.
São.
E há feridas que não cedem apenas porque foram amadas, acolhidas, lambidas.
Ainda assim, sigo acreditando na força dos braços que tentam acolhê-las.
Em braços leais que acreditam, ainda que também precisem de cura.
Braços que se estendem não por obrigação, mas por afeto.
Que permanecem não por dever, mas por amor.
