Avatar de Desconhecido

Eu não soube desfazer teus medos

Trouxe abrigo, mas havia tempestades que moravam antes de mim.

Acendi luzes, mas algumas sombras conheciam a casa melhor do que eu.

Aprendi que certos abismos não se abrem entre duas pessoas.

Já estavam lá.

Existem.

São.

E há feridas que não cedem apenas porque foram amadas, acolhidas, lambidas.

Ainda assim, sigo acreditando na força dos braços que tentam acolhê-las.

Em braços leais que acreditam, ainda que também precisem de cura.

Braços que se estendem não por obrigação, mas por afeto.

Que permanecem não por dever, mas por amor.

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