Os ventos mudaram.
Mas ventos sempre mudam.
O que pesa não é a mudança dos céus, nem a dança imprevisível das nuvens.
O que pesa é o esforço das minhas mãos.
Ando cansado de ajustar minhas velas, cansado de reaprender rotas, de chamar de esperança aquilo que tantas vezes foi apenas espera.
Talvez não seja a mudança dos ventos que me esgote,
mas sim navegar sozinho.