Talvez eu tenha sido apenas ponte,
aquela que serviu para reconectar
histórias,
pessoas,
memórias.
E talvez tenha sido esse,
desde o princípio,
o meu propósito.
Nobre, talvez.
Triste, com certeza.
Eu queria continuar
fazendo parte da jornada,
dividindo a paisagem,
o cotidiano,
os pequenos acontecimentos
que dão nome aos dias.
Tenho orgulho
de ter sido ponto de encontro,
passagem segura,
abrigo entre margens.
Mas, no fundo do coração,
o que eu queria mesmo
não era apenas ligar caminhos.
Era caminhar por eles.
Porque há pontes que unem destinos,
mas não seguem viagem.
E eu,
apesar de todo o orgulho,
queria ter sido mais que travessia.
Queria –
e ainda quero –
fazer parte da jornada.
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Tenho feito algumas experiências no Instagram. É a poesia narrada por mim. Ficarei grato em receber qualquer tipo de feedback. 🙂