As pequenas esperanças
ainda vivem — encolhidas —
no fundo da gaveta de meias,
tremendo de frio,
convencidas de que foram deixadas
para depois.
Não dormem por vontade,
mas porque alguém as embalou
num sono sem sonho,
hipnotizadas
pelo peso dos dias.
Essas esperanças —
que já ocuparam a casa inteira —
agora encolhem,
desaparecem devagar,
como quem aprende
a não pedir mais nada.

Nice
muito 👏👏👏
Muito obrigado!!!! 😀😀😀