Havia um rio entre a tua dor e a minha visão,
E eu julgava conhecer o que não podia ver;
Faltava à ponte a firmeza da comunicação,
Faltava coragem para tudo esclarecer.
Eu via apenas a margem, não a profundidade,
Você guardava correntes difíceis de revelar;
E, entre silêncio, ruído e vulnerabilidade,
Perdíamos caminhos que só o diálogo podia mostrar.
Mas quando a verdade encontrou voz para nascer,
E a escuta trocou o julgamento pela atenção,
Descobri que amar é primeiro tentar entender,
Antes de procurar respostas ou explicação.
Nenhuma alma se revela sem a coragem de dizer,
Nem existe amor sem compreensão.










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