O grande problema da “Geração Nutella” é acreditar que nascemos cheio de direitos e com nenhum dever. Apenas para efeitos de esclarecimento, a vida não nos deve NADA! Temos que fazer por onde para conquistar os nossos objetivos. De que adianta ficar nessa de programação neurolinguística e não arregaçar as mangas? Quem disse que vamos encontrar o trabalho ou mesmo o amor de nossas vidas sem nenhum preparo ou mesmo sem correr nenhum tipo de risco? Nada vai cair no nosso colo. NADA! Temos que semear hoje para colher amanhã, lembrando que o tempo entre o “hoje” e o “amanhã” pode ser de anos!
E para terminar, algo que li faz algum tempo. Mais do que nunca, sei que faz todo o sentido.
A Riqueza e o Conhecimento
Era uma vez, num reino distante, um jovem que entrou numa floresta e disse ao seu mestre espiritual: “Quero possuir riqueza ilimitada para poder ajudar o mundo. Por favor, conte-me, qual é o segredo para se gerar abundância?”
O mestre espiritual respondeu: “Existem duas deusas que moram no coração dos seres humanos. Todos são profundamente apaixonados por essas entidades supremas. Mas elas estão envoltas num segredo que precisa ser revelado, e eu lhe contarei qual é.” Com um sorriso, ele prosseguiu:
“Embora você ame as duas deusas, deve dedicar maior atenção a uma delas, a deusa do Conhecimento, cujo nome é Sarasvati. Persiga-a, ame-a, dedique-se a ela. A outra deusa, chamada Lakshmi, é a da Riqueza. Quando você dá mais atenção a Sarasvati, Lakshmi, extremamente enciumada, faz de tudo para receber o seu afeto. Assim, quanto mais você busca a deusa do Conhecimento, mais a deusa da Riqueza quer se entregar a você. Ela o seguirá para onde for e jamais o abandonará. E a riqueza que você deseja será sua para sempre.”
Antes de mais nada, é importante entender o que é “ghosting”.
“Ghosting é um termo usado para designar o término repentino de um relacionamento sem deixar explicações. Este termo vem do inglês, e é derivado da palavra ghost, que significa fantasma em português. O praticante de ghosting some misteriosamente como se fosse um fantasma.” – Fonte: Wikipedia
E por que alguém agiria assim? Há algumas possibilidades.
– Covardia: a pessoa quer curtir a parte boa do relacionamento e na hora que deseja ir embora, por qualquer motivo que seja, não quer encarar o outro ou mesmo dar qualquer tipo de explicação. Isso é cruel e desumano, e demonstra com clareza que a pessoa não possui nenhum tipo de responsabilidade afetiva. Ninguém é obrigado a ficar com ninguém, mas quem fica precisa de um fechamento para viver o seu luto e seguir em frente. Facilita muito a vida de quem precisa seguir sem a companhia de quem se foi.
– Manipulação: há o “ghosting” temporário, também conhecido como tratamento de silêncio. Uma ferramenta de manipulação antiga e muito eficaz. Via de regra, é utilizada para punir alguém que não se comportou de acordo com o esperado. Note que o conceito de esperado nesse caso não passa por certo ou errado. É punição para quem ousou questionar ou se opor ao manipulador. É uma maneira imatura ou perversa de dizer que não está satisfeito com algo. Isso é feito na esperança de que a parte afetada venha pedir desculpas, na grande maioria das vezes, por coisas que nunca fez. Portanto, também é uma ferramenta de controle, de adestramento.
Dito isso, fica claro que os praticantes do “ghosting” são no mínimo imaturos e no extremo manipuladores perversos.
Você não tem que lidar com o “ghosting”. Não é saudável. Não é normal. Basta levantar a cabeça e seguir adiante. Está precisando de um fechamento para poder viver o seu luto? Crie um! Não perca seu tempo com quem não merece. Sua saúde mental agradece.
Por que eu deveria me envergonhar de minhas lágrimas, se todas elas foram de verdade?
Tudo que você viu foram confissões escorrendo pelo meu rosto. Tudo que você viu existia em mim. Tudo que você viu sou eu.
Se você me viu chorando algum dia, é porque eu já confiei muito em você. E nesse dia, você não viu a minha fraqueza, mas a força e o tamanho de tudo que me habita. E se você achou isso estranho, a grande verdade é que você nunca vai me compreender: eu não caibo em você.
Passei um tempo Olhando para baixo Cabeça arriada Olhos amoados Sorriso dormente Peito apertado Pés no chão
Passei um tempo assim Tomando coragem Fazendo cara de paisagem Com receio de encarar a verdade
Foi um tempo que me dei Tempo que eu precisava Para me dar conta Que o horizonte Que eu conhecia Era por mim desconhecido
Eu era uma piada pronta E de mim só Deus não ria
Salvou-me a fé E a vida continua Meus olhos fixos no horizonte Que ainda hoje desconheço Mas reconhecer a minha ignorância Já me parece um grande recomeço.