Te brindo pelos dias inesquecíveis:
Os que passei contigo
E os que passei sem ti.
Pois tu és tudo que me lembro:
Das manchas no lençol
Às lágrimas que fingi sorrir.

Te brindo pelos dias inesquecíveis:
Os que passei contigo
E os que passei sem ti.
Pois tu és tudo que me lembro:
Das manchas no lençol
Às lágrimas que fingi sorrir.

E se as lágrimas forem necessárias para fazer a vida germinar?

Olhei no fundo de seus olhos –
Olhos que ela me escondia –
E emiti um alerta.
Estado de atenção:
Lágrimas fortes previstas
Para hoje ou para daqui a 3 anos.
Em algum momento,
Será necessário sentir.
Em algum momento,
Será necessário viver.

Eu só te disse adeus porque foi isso que você me pediu. De resto, estou no soro para repor as lágrimas do que eu nunca quis.

Há um rio entre nós que não deságua e que inunda nossos rostos com lágrimas de sangue.

Há coisas dolorosas que precisam ser feitas, e que nem por isso deixam de ser dolorosas. Pelo contrário. Talvez se tornem mais dolorosas por conta disso.
Mas a vida é sobre isso. É sobre fazer com lágrimas nos olhos, com o coração sangrando, ainda que ninguém entenda ou mesmo aprove os motivos.
E talvez seja nestes momentos, quando ninguém entende a sua dor, quando as suas mãos trêmulas são vistas como fraqueza, é que a vida esteja te oferecendo uma oportunidade única de crescimento.
Aceite-a. Só dói muito em quem sente muito. Só transborda em lágrimas quem tem sentimentos de sobra. Só sangra quem é feito de carne e osso. Então, que doa o que tiver que doer.


Considero uma das poesias mais bonitas que eu já escrevi. Gosto muito, muito desses versos.
Anteparo
Parece que cresce
Que remexe, que tece
Que cria raízes
Mas é fotografia
De álbum antigo
De melancolia
Só que é tão presente
Que quando ausente
Não deixa nem respirar
E quando presente
Faz o não coerente
Para a razão se ausentar
Talvez seja eterno
O jeito mais que doce
De não falar de amor
De um amor tão calado,
Que berra pecados,
Que urra e canta…
A beleza de amar
O que o torpe destino
Não quis coroar
Pois nem coroa apresenta
E seu cetro só ostenta
Lágrimas de um trovador
E nesse império
De luxúria e mistério
Rego com lágrimas o que plantei
Um sopro de vida
Uma divina rotina
De carinhos não meus
Quem sabe outra chance
Outro dia, outro lance,
Com a sorte desnuda
Feito meu peito rasgado
Pelos lábios molhados
Que eu afirmo: são meus.
Que sirva de aviso –
Não há prejuízo
Em amar até morrer
Pois até no desamparo
O amor é o anteparo
Dos males do eu.
https://agorababou.com.br/wp-content/uploads/2016/01/coracaopaixao.jpg
Olhei para trás e vi minhas pegadas
Algumas um pouco borradas pelo tempo
Outras tantas ainda vivas apesar do tempo.
…
Pegadas que viraram poças
De sangue, suor
Esperma, lágrimas,
Vinho, saliva.
…
Cicatrizes
Momentos felizes
Pegadas que não se repetirão mais
Pegadas que nunca serão esquecidas.
…
Mas o que são estas minhas pegadas
Senão a minha própria vida?
A elas sou apegado
E eu sou desses
Que criam e vivem histórias
E minhas pegadas sempre serão
Ainda que depois da minha morte
A prova de que eu continuo vivo.

Que revela belezas esquecidas
Nos vãos da vida,
Nos trilhos da eterna viagem.
De onde vejo a paisagem
Pintada por sorrisos,
Borrada por lágrimas,
Mas ainda assim paisagem:
Quadros e retratos que sinto
Com os olhos da minha alma
Completamente escancarada.
Há beleza em tudo,
E hoje sei que as maiores belezas,
Das infinitas belezas do mundo,
Delicadamente me calam.
E quando estou mudo
É que mais ainda eu falo,
Pois ouço-me abissalmente,
Nas palavras que eu calo.

Você precisa fazer login para comentar.