O vinho não sabe de pressa,
só sabe repousar
no formato exato da taça.
A luz atravessa o vermelho
e não pergunta nada,
apenas revela.
Talvez a sabedoria da noite
esteja nisso:
demorar-se no aroma,
sentir antes de beber,
sem pedir licença ao tempo.
O vinho não sabe de pressa,
só sabe repousar
no formato exato da taça.
A luz atravessa o vermelho
e não pergunta nada,
apenas revela.
Talvez a sabedoria da noite
esteja nisso:
demorar-se no aroma,
sentir antes de beber,
sem pedir licença ao tempo.


Era só espumante
Que tocava seus lábios
Escorria pelo seu corpo
Por caminhos inconfessáveis
Que conheço muito…
Muito bem
E enquanto percorria
Esse relevo paradisíaco
Picos, cânions e vales…
Mudava até de nome:
Champagne!
E eu o sorvo
Ora com fúria
Ora com afeto
Até o último gole
Não deixo uma gota na taça
Que nem de longe disfarça
O serviço foi
Completo.
