Não deu tempo de olhar nos olhos,
de dizer se sim ou se não.
O coração parou no meio – sem saber.
E coube uma eternidade num único instante.
Não me foi dada escolha:
era aceitar ou desvanecer.
E a aquarela
que com calma pintei
Se tornou, de repente,
um quadro borrado,
distante.
