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Traço-te

Descasco-te sem demora

Posto que chegou a hora

Madura

Momento de vir

Mas friso que não como só a casca

Mas os gomos

O sumo

O suco

O tempo e o espaço

E o bagaço?

Deixes comigo…

Reaproveito-te

As tuas curvas

Todas elas

Eu em um só gole

Sorvo-te

Traço-te.

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Mil sóis

Sinto a tua presença em tudo
No todo
Nas partes

Não caminho mais sozinho
E nem caminho para esquecer
Porque tudo que sei fazer é lembrar

Vivo silêncios ruidosos
De onde brotam infinitas declarações de amor
Desejos e vontades reiteradamente confessos
Saudades que não são doridas
Vida que é viva
E que me faz acreditar
Que minha própria vida
Ficou de pé e pôs-se a andar
A correr
A voar!

Não mais me anseia o futuro –
Estou ocupado demais com o presente –
Estrepitando sentimentos dormentes
Permitindo-me sentir e ir
Sem receio
Sem medo
Imerso em mim
Ardendo feito mil sóis.

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Eu vou

Vou de barco
O mar de alguma forma simula
O vai e vem quando estou dentro de ti
E aninhado em teus braços

Vou de avião
Para sentir aquele frio na barriga
E ver nas nuvens que vão do magenta ao cinza
Os mil tons de convites que exalam do teu corpo nu

Vou de trem
Quer seja em vagarosa e vigorosa Maria Fumaça
Ou um dilacerante e retumbante trem-bala
Dependendo do trajeto, da paisagem, do momento

Vou de carro
Para que no meio dos engarrafamentos
Eu sinta e aprecie todo tormento
Das nossas torturas auto infligidas e para lá de lascivas

Vou de bicicleta
Para manter o equilíbrio necessário
E manter-me firme no nosso caminho
Nos momentos de amor cintilados de espinhos

Vou a pé
No calor extenuante do verão
Para sentir e ver na alma, no corpo e no coração
O calor que só a tua presença agiganta e agita

Mas não vou a lugar algum
Já não preciso mais ir
Preciso mesmo é estar aqui
Onde todos caminhos me levam invariavelmente a ti.

abrac3a7o

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Presenteie-se!

No dia de hoje, dê um presente para a sua criança interior: vá fazer análise!

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Entrega

Ao amor, tudo,
Porque, em pares,
Somos ímpares.

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Quase lá…

Quando li tua poesia
Me senti
Como há muito tempo
Não te sentia

Quando li tua poesia
Te senti
Como há muito tempo
Não me sentia

Senti –
E foi contíguo.

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Fica?

Descobri que a saudade
Tem ciúmes de você:
É só você chegar
Que ela se manda.

(muito embora fique
para todo o sempre
querendo voltar)

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Não mais és

És o sonho que mais foi sonhado,
És o desejo que mais foi desejado,
És a loucura, a sanidade, a realidade, o devaneio,
És tudo que eu nao sabia que me faltava ou sobrava,
És tudo que eu sequer sabia que existia,
És o fim, o princípio e o meio.

Mas hoje,
Quando toca-me a pele o sol, a chuva, a brisa e o vento,
Quando chega as minhas narinas o aroma inebriante de um café,
Quando degusto o vinho maturado na mais incandescente saudade,
Quando ouço a música que me faz arrepiar a pele da alma,
Quando vejo-te mais perto, de perto, por perto…

Não posso mais dizer que és
E disso não me lamento:

Ouço o universo dizer que somos.

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Em chamas

Já caminhei sobre brasas

Nunca me queimei

É que tenho invisíveis asas

Mentira!

As brasas é que não sabem

Eu sou labareda

Eu sou chama

Pior…

Sou a chama que não se apaga

A chama que te chama.

chAMA-da-VIDA

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Leoa

Longe da pizza e do vinho

E mesmo que minha memória não fosse boa

Você não me deixaria esquecer

Quer me comer, minha leoa?

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