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Podcast 13: Amor, busca e mistério

Pip: Agora Babou de volta, e Fabio Ottolini chegou com muita coisa para dizer sobre amor, sobre o que nos move por dentro, e sobre o que a xícara de café guarda no fundo.

Mara: Exatamente. Vamos passar por três territórios: o amor como ação e encontro, a busca interior e o peso de enxergar o que os outros não veem, e o cotidiano como lugar de sentido. Começa pelo amor.

Amor como ato e encontro

Pip: O que é o amor, afinal — sentimento, declaração, ou alguma coisa que só existe quando você faz alguma coisa com ela?

Mara: Em “Em busca da verdade”, a resposta vem assim: “O amor se retroalimenta de coisas pequenas, da intimidade, da cumplicidade, da atenção aos mínimos detalhes, da generosidade e da sinceridade, da desavença e do entendimento, do perdão, da compreensão.”

Pip: Então o amor não é o gesto grandioso. É o tecido miúdo do dia a dia — e quando esse tecido se desfaz, não sobra muito.

Mara: “No ato” vai direto nessa direção: “por que amar é como fazer, nada é feito sem ato.” Amar sem agir não conta. E “Brilho que arde” coloca o encontro como colisão — dois mundos que se chocam e saem mais vivos.

Pip: “O chamado” fecha esse arco de forma bonita: ninguém planejou o encontro, ninguém chamou de propósito. O universo simplesmente conspirou.

Mara: Próximo passo: o que acontece quando você enxerga coisas que ninguém mais quer ver.

Cassandra e a busca interior

Pip: Tem uma tensão difícil em perceber verdades antes da hora — e carregar isso sozinho.

Mara: “Cassandra” nomeia exatamente isso: “a maldição de Cassandra nunca foi conhecer o futuro. Foi perceber a ausência quando ela ainda se chamava esperança.”

Pip: Saber o que vem aí e não conseguir que ninguém ouça. Isso não é dom, como o poema diz — é peso.

Mara: “Exaustão” chega no limite disso: quem busca luz por tanto tempo que já não quer mais luz, só descanso. E “Mapas” mostra a virada — aves, marés, faróis, nenhum sinal externo resolve. Só a coragem de falar.

Pip: “Escavação” diz o mesmo de outro ângulo: cada pergunta remove terra, e quem passa julga inútil. Mas não se procura terra — procura-se água.

Mara: “Meu maior defeito” inverte o peso todo: ver beleza em absolutamente tudo, até na falha, até no fim. E “A última prece” fecha com fé e dúvida lado a lado — paz de ter tentado, tristeza de não ter conseguido, e a esperança de que esperança não seja engano.

Pip: Do peso de enxergar demais para o peso de existir no dia a dia — que também tem os seus segredos.

O cotidiano como lugar de sentido

Pip: Às vezes o sentido não está no grande gesto — está na xícara, na chave perdida, no gole de vinho no silêncio.

Mara: “Fumegante” abre com isso: “xícara fumega, o aroma desperta memórias antigas. No fundo, a borra escura guarda o que o dia esconde.”

Pip: A borra escura como arquivo do que não foi dito. Elegante.

Mara: “Pequena metafísica doméstica” expande: as paredes esquecem, os livros acumulam poeira, e nós atravessamos tudo imaginando que somos diferentes — até achar um bilhete esquecido entre páginas. “No silêncio do gole” fecha o ciclo com o vinho que deslaça a alma.

Pip: Três objetos, três formas de parar o tempo por um instante.


Mara: Amor que se faz em atos, verdades que ninguém quer ouvir, e o cotidiano que guarda mais do que parece.

Pip: Tudo isso no mesmo Agora Babou. Até a próxima.

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Seis anos do blog! :)

O blog nasceu para falar de política, mas que acabou virando uma colcha de retalhos: poesias, contos, crônicas, músicas… Um pouco de tudo, sempre de peito aberto e com muito amor no coração. Tudo visceral. Tudo de verdade.

Meu MUITO OBRIGADO a todos que me leem e a que interagem comigo de alguma forma. Que Deus abençoe as suas vidas e a vida das pessoas que vocês amam. Saúde!

Um grande beijo! ❤

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Prêmio Dardos

premio-dardos

Recebi, no dia 13/08/2016, a indicação do Lucas Palhão, do Blog do Palhão, que coincidentemente foi o primeiro blog que comecei a seguir. Honra dobrada, portanto.

Anteriormente, eu fui indicado pela blog da Bruna Contarine, pelo Bia Perez do blog O Terceiro Ato, e pela blog bell@espíritu, sendo este último um blog em espanhol.

MUITO OBRIGADO PELAS INDICAÇÕES!

Confesso que nunca levei muito a sério esta questão do prêmio, por não entender o poder da comunidade dos bloggers, e do quanto é importante esse compartilhamento de idéias, indicações, etc. Enfim… Vivendo e aprendendo. 🙂

O que é o Prêmio Dardos?

“O Prêmio Dardos é uma espécie de selo virtual criado em 2008 pelo escritor Alberto Zambade, autor do blog Leyendas de “El Pequeño Dardo” El Sentido de las Palabras. Ele selecionou e indicou o selo a quinze blogs que ele considerou merecedores do prêmio, os quais também indicaram outros 15 e assim sucessivamente, criando uma imensa corrente na internet.”

Os critérios são:

Indicar 15 blogs que achem interessantes e que entrem no quesito de informação e criatividade

Mencionar o blog que te indicou ao prêmio Dardos.

Avisar aos blogs escolhidos ao prêmio.

Meus escolhidos são:

  1. ASPALAVRASQUENUNCATEDIREI
  2. Casuísmo
  3. Fênix Verde
  4. Santas e Loucas
  5. Devaneios da Lua
  6. JkMONDE
  7. Devaneadora de Idéias
  8. Poesia da Loba
  9. Desaba Devaneios
  10. by:CarolCampos
  11. PALAVRASOLTABLOG
  12. Rancho Peregrino
  13. ideianutri
  14. Pro Seu Dia Ficar Melhor
  15. A Parte e o Todo de Mim

Eu gostaria de indicar mais que 15 blogs, mas são as regras do prêmio. :/

MUITO OBRIGADO POR TODO SEU APOIO!

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