A distância não é feita de quilômetros. Ela é feita de silêncios que pesam, de chamadas que não acontecem, de mãos que se estendem no escuro, encontrando apenas o ar frio da espera.
Dizem que o tempo cura, mas o tempo longe de quem ama é um auditor impiedoso: mostra que a cada instante distante, uma fibra da alma se rompe.
A distância machuca – não por afastar o corpo, mas por obrigar a conviver com o fantasma de quem escolheu ficar onde não se alcança.
Quando o caminho se torna longo demais, o coração aprende, por sobrevivência, a parar de bater na porta de quem fez da distância o seu lugar.
