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Dia Internacional da Mulher – 2026

Há o que ser comemorado? Estou farto de todos os anos desejar felicidades para as mulheres! Que tipo de hipocrisia é esta de minha parte?

As mulheres precisam de muito mais do que isso.

Vi na Internet outro dia:

“Não nos deem flores. Apenas parem de nos matar!”

Releiam esta frase! Sintam essa frase! Percebem do que estamos falando? Do direito das mulheres de viver.

Recentemente, publiquei um texto dizendo que sou antimachista. Sou mesmo e estou em uma cruzada pessoal neste sentido. Tenho uma filha mulher, o que só agrava a situação, além de em nível pessoal e particular acompanhar situações em que a integridade física e psicológica das mulheres está em xeque.

Que negócio é este? A mulher é vítima de violência e não pode contar com o apoio de NINGUÉM. Repito: NINGUÉM. A família, a igreja, e em alguns casos até o Judiciário/Polícia, passam pano! Fica sempre parecendo que a mulher fez por merecer, e que de alguma forma se justifica a violência sofrida!

Ontem mesmo eu estava lendo os comentários sobre o recente estupro coletivo. Um deles é de arrepiar:

“Coitados desses meninos… Acabaram com suas vidas!” A vítima, a mulher, deixada de fora do comentário. E pior: a frase foi dita por uma mulher.

É hora de decidirmos o que queremos para o nosso futuro. Precisamos entender que a nossa sociedade é estruturalmente machista e misógina. As instituições são machistas e misóginas, as relações são machistas e misóginas, e as pessoas, incluindo algumas mulheres, também o são. Enquanto isso não for trazido para o nível do consciente, vamos achar que é assim porque sempre foi assim e está tudo bem.

NÃO ESTÁ TUDO BEM! ESTÃO MATANDO AS NOSSAS MULHERES! E quando não as estão matando, elas estão sofrendo desamparadas, no mais absoluto silêncio.

CHEGA! CHEGA! CHEGA!

É nosso dever coletivo cuidar disso. Como começar? Repudiando a piadinha sem graça do amigo. Não repetindo frases do tipo “em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher”. Nos colocando ao lado das mulheres quando necessário. Parecem atitudes pequenas, mas a violência contra as mulheres encontra lastro no dia a dia. É nas pequenas atitudes que os canalhas abusadores encontram justificativas para seus comportamentos intimidadores e perversos.

Então, no dia 8 de Março, pode até haver flores e bombons, mas que haja também firmeza e atitude. E que isso seja uma prática constante e não só um post em um blog qualquer.

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Bruxas?

A mulher não pode ser feliz. Simplesmente não pode! Porque mulher feliz não é mulher: é “bruxa”.

A mulher, para ser reconhecida como mulher pela sociedade, precisa:

  • Ser completamente submissa ao homem.
  • Não pode emitir opiniões.
  • Não pode ter sonhos.
  • Precisa entender que o casamento é uma sentença, e que se o casamento der errado, a culpa será sempre dela.
  • Não pode ter desejos ou fantasias sexuais.
  • Precisa se submeter a todo tipo de perversão ou parafilia proposta pelo homem.
  • Pode ser traída e precisa respeitar a “natureza dos homens”.
  • Precisa sofrer calada a todo tipo de abuso físico, psicológico e financeiro.
  • Tem que ser mãe, cuidar da casa, fazer comida, lavar e passar.
  • Precisa estar sempre limpa e arrumada.

Enfim… Precisa ser uma escrava por ter nascido mulher.

Agora eu entendo porque caçavam as “bruxas”. Masculinidade frágil, tóxica. Foi e é assim desde sempre, e a grande verdade é que eu sempre achei as “bruxas” mais atraentes. Sim… As mesmas que a Rita Lee (salve!!!) chamava de “ovelhas negras”. 🙂