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Nossa Senhora de Aparecida, rogai por nós!

Ontem foi o dia da Padroeira. Chego um dia depois, mas algumas preces não têm prazo — o Brasil pediu proteção, e eu peço com ele. Mas peço também lucidez.

Porque o que se aproxima não é escolher entre um nome e outro: é escolher que país queremos ser nas próximas décadas. Li, com calma, o que está sendo de fato proposto pela extrema-direita — e é justamente por ter lido que não consigo imaginá-la governando o Brasil. Digo extrema-direita com todas as letras porque, para mim, é o que de fato existe: no Brasil não há uma direita democrática, madura, comprometida com as instituições — há apenas a extrema, que se fantasia de direita quando lhe convém.

Para mim, a pergunta já foi respondida antes da urna. A condução da pandemia foi a resposta — o pouco caso com mais de 700 mil vidas perdidas diz mais do que qualquer plano de governo prometeria. Não é medo: é memória.

Acredito num país onde caibam todos: o direito das mulheres de viver sem medo, o direito da comunidade LGBT de simplesmente existir, a liberdade de cada fé, e de quem escolhe não ter fé alguma. Sou contra o racismo, contra todo preconceito, sem exceção. E vejo com preocupação um Brasil que se deixa transformar numa espécie de Estado teocrático — porque é esse Estado que, em nome de uma suposta moral, retira direitos e expulsa das ruas quem não cabe no seu modelo. Diante da Constituição, somos todos iguais, e toda tentativa de apagar alguém dessa igualdade é um atentado direto ao Estado Democrático de Direito.

Incomoda-me, ainda, perceber que muita gente dita “de bem”, que se diz religiosa e temente a Deus, é justamente quem ajuda a erguer um mundo desigual, onde a exclusão virou norma. Porque muitas vezes a preocupação não é acabar com a pobreza — é escondê-la dos próprios olhos, para poder andar pelas ruas sem enxergar o tamanho do buraco em que o país se meteu.

No fundo, não é sobre lado. É sobre a vida humana acima de qualquer bandeira, sobre uma sociedade que cuida da sua saúde — inclusive da mental — e que se cansou de viver em trincheiras. O que eu quero é o fim do radicalismo, o fim da polarização, um país onde discordar não signifique odiar. E o mínimo que se espera de quem vai às urnas é ser capaz de justificar o próprio voto. E, no entanto, é impressionante ver tanta gente caminhar até a urna para votar contra os próprios interesses, sem sequer se dar conta disso — seduzida por um discurso que promete protegê-la justamente de quem a protegeria. Não usar o ódio como resposta, nem tratar o novo nome como se fosse um projeto novo, quando o que ele representa já se mostrou — e cobrou caro.

Há um caminho que se vende como liberdade e que, no fundo, é o endurecimento de tudo. E há o caminho imperfeito, mas humano, onde a diferença não é ameaça, e sim o que nos constitui. Esse é o meu.

Que Nossa Senhora guarde o Brasil — e nos guarde das escolhas fáceis.

E que fiquem as palavras de Gustave Le Bon: “Não é a necessidade de liberdade, mas a de servidão, que é sempre predominante na alma das multidões. Elas são tão inclinadas à obediência que instintivamente se submetem a quem quer que se declare seu senhor.” — Psicologia das Multidões (Psychologie des foules, 1895), Livro II, Capítulo 3: “Os Condutores das Multidões e seus Meios de Persuasão”.

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Eleições 2016 – Sugestões

Se você mora em Niterói, sugiro que vote em um dos seguintes candidatos a vereador:

Casota – 45678

Railane Borges – 23222

Sandro Araujo – 23003

Sim, conheço todos e sei que são boas opções. Em quem eu vou votar? Só posso votar em um deles. Ah, e o voto é secreto. 🙂

Para prefeito, só há uma opção: Felipe Peixoto. Não dá para seguir de Rodrigo Neves. Não mesmo! Definitivamente, o pior prefeito que Niterói já teve. Sem contar que é petista de carteirinha… É preciso dizer algo mais?

Observação: Se você é da cidade do Rio de Janeiro, deixa eu te explicar uma coisa… Quando você achava que Niterói era uma merda, Niterói era excelente. Depois que você passou a achar Niterói excelente, Niterói ficou uma merda.

Se você mora em qualquer outro lugar, acho importante que vote em pessoas que você conheça ou que sejam de fácil acesso. Os vereadores são mais importantes na sua vida do que você pode imaginar.

Lembre-se de votar em vereadores que dêem sustentação para o prefeito que você escolher. Não adianta nada eleger um prefeito com uma bancada inteira de oposição. Óbvio que a oposição é importante, mas precisa ser uma oposição responsável.

Renove! Não vote em velhas raposas, com lugares praticamente cativos na política.

Acho que é isso. Até!

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