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As conversas que nunca tivemos

Há conversas que carrego comigo há anos, embora nunca tenham acontecido. Não me refiro às discussões interrompidas ou às palavras que ficaram presas na garganta. Penso em algo mais silencioso: as perguntas que nunca fiz, as histórias que nunca ouvi e as vidas inteiras que permaneceram escondidas atrás das pessoas que julgava conhecer.

Durante muitos anos, ouvi as histórias da minha bisavó. Ela viveu noventa e seis anos. Hoje penso na quantidade de vida que cabe dentro de noventa e seis anos e percebo o quanto conheci apenas uma pequena parte dela. Sei que, quando jovem, ajudava a pisar uvas para fazer vinho. Sei que o marido bebia demais e que era ela quem buscava o salário para garantir que o dinheiro chegasse em casa. Sei que fazia toalhas portuguesas de crochê tão bonitas que pareciam obras de arte. Sei que era devota da Nossa Senhora da Azinheira. Sei também que, de vez em quando, tentava me acertar com a bengala, para divertimento de todos e desespero meu. Mas o que não sei é muito maior. Não sei quem ela foi antes de ser minha bisavó. Não sei o que sonhava quando era menina. Não sei quais medos a acompanharam pela vida. Não sei quais perdas demorou anos para superar. Não sei quais escolhas mais a fizeram duvidar de si mesma.

Naquela época, eu acreditava que conhecia suas histórias. Hoje percebo que conhecia apenas uma pequena parte delas: aquilo que ela decidiu compartilhar e aquilo que minha curiosidade foi capaz de alcançar.

Lembro-me de quando a visão começou a falhar. Ela chamou os netos e disse, com a simplicidade de quem compreendia exatamente o que estava perdendo, que já não podia mais fazer aquilo de que mais gostava: crochê. Ouvi aquela frase como uma constatação. Hoje a escuto como uma despedida. Três meses depois, ela se foi.

Talvez seja por isso que, à medida que envelheço, eu pense tanto nas conversas que nunca tivemos. Não apenas com ela, mas com tantas pessoas que passaram pela minha vida. Durante muito tempo, acreditei que haveria tempo para conhecê-las melhor depois. Depois da correria. Depois do trabalho. Depois das preocupações mais urgentes. Depois de um momento mais conveniente. Mas o “depois” é uma promessa que a vida não faz. Há perguntas que ficam sem resposta não porque foram recusadas, mas porque nunca chegaram a ser feitas.

Se eu pudesse voltar no tempo, talvez não mudasse grandes decisões. Talvez não corrigisse erros nem alterasse o rumo da minha história. Talvez eu apenas me sentasse por mais tempo ao lado de algumas pessoas. Talvez falasse menos. Talvez perguntasse mais. Talvez tivesse sido mais curioso.

Porque hoje compreendo que cada pessoa carrega dentro de si uma biblioteca inteira. Sonhos que não realizou. Medos que jamais confessou. Perdas que aprendeu a suportar em silêncio. Esperanças que nunca chegaram a ser compartilhadas. E a maioria de nós passa pela vida lendo apenas alguns capítulos daqueles que ama. Nem por falta de histórias. Nem por falta de amor. Mas porque imaginamos, ingenuamente, que teremos tempo para ouvir o resto depois.

Algumas das conversas que nunca tive jamais poderão acontecer. Mas elas me deixaram um presente inesperado: a consciência de que ainda há tempo para escutar melhor aqueles que permanecem. Hoje, quando encontro alguém querido, tento lembrar que há muito mais naquela pessoa do que aquilo que aparece na superfície das conversas cotidianas. Há lembranças que nunca foram contadas, medos que nunca receberam nome e sonhos que talvez ninguém tenha perguntado se ainda existem.

Talvez a verdadeira sabedoria não esteja em encontrar todas as respostas.

Talvez esteja em fazer mais perguntas enquanto ainda podemos.

Como dizia um provérbio africano:

“Quando um velho morre, uma biblioteca se incendeia.”

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Nossa Senhora de Fátima – 2025

Não sei o que seria de mim sem Nossa Senhora de Fátima. Eu realmente não sei.

Durante o ano, é sempre com a ajuda Dela que me aproximo de Deus. Talvez eu me sinta mais confortável em conversar com Ela, a quem costumo chamar de Mãe. Não sei explicar exatamente como funciona.

Só sei que sou grato, muito grato, por tudo que Ela fez e faz na minha vida, sempre em nome de Deus. Grato pela inspiração, pelo carinho, pela proteção… Enfim, por tudo.

Obrigado, meu bom Deus, por permitir a presença desta Grande Consoladora em minha vida. Sem Ela, eu nada sou.

Ave Maria

Ave Maria, cheia de graça, 
o Senhor é convosco, 
bendita sois vós entre as mulheres 
e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. 
Santa Maria, Mãe de Deus, 
rogai por nós pecadores, 
agora e na hora da nossa morte. Amém.

EDIT:

Um amigo me ligou de Fátima pelo WhatsApp e tive o privilégio de assistir parte de uma das missas. Por conta disso, acabei indo à missa aqui perto de casa também. Gravei um video com a entrada triunfal da procissão na igreja. ❤️❤️❤️

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O filho de Deus vive!

A cruz está vazia. Não gosto da imagem do Cristo preso nela. Prendeu-se a carne, mas não o espírito do filho de Deus. E hoje, é dia de dizer que o Cristo está vivo, e que deixou mensagens e ensinamentos que perduram.

Nada na vida do Cristo foi por acaso. Do nascimento em uma manjedoura até a sua ressurreição, o Cristo nos ensinou como viver o nosso dia a dia, e não por acaso gosto de me referir a ele como Mestre.

E hoje, no dia de ressurreição do Cristo, eu queria mandar uma mensagem especial aos que sofrem. O Cristo morreu na cruz e dela saiu mais forte do que nunca. E é assim que eu gostaria que cada um de nós encarasse as suas próprias cruzes. Não, Deus não esqueceu de você, assim como não esqueceu de seu filho. A cruz é uma maneira de ensinar, de fortalecer, e de valorizar as bênçãos de Deus em nossas vidas. A cruz é uma prova viva do amor de Deus por nós.

Vai ser fácil? Não. Não foi para o filho de Deus, por que seria fácil para nós? Portanto, aceite a sua cruz, seja ela qual for, como uma forma de libertação. Reflita, analise. Deus está com você muitas vezes apenas esperando um convite para entrar em sua vida, e na maioria das vezes esse caminho só se dá através da cruz. O sofrimento nos faz ver Deus. Eu sei disso. Eu vi Deus assim.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo e Nossa Senhora, sua mãe. Obrigado, meu Deus, por não nos esquecer jamais. Inspirado pela cruz que carregou Jesus, também seremos libertos. Nascemos para ser libertos. Somos também filho de Deus.

AMÉM!

a-cruz-vazia

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13 de Maio – Dia de Nossa Senhora de Fátima

Hoje é dia dela, da minha segunda mãe, da mãe de todos nós, mãe do filho de Deus que se fez carne e viveu entre nós.

Nada do que eu fale será capaz de explicar o que sinto por ela. Nada. É minha protetora, minha guardiã, minha confidente, a quem entrego minha alma e meu coração, não certeza de que ela intercede por mim diante de seu filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, meu único senhor e meu salvador.

Obrigado pela sua presença em minha vida, minha querida mãe. Ave Maria hoje, agora e sempre!

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Massacre LGBT em Orlando

Domingo passado, 12/06/2016, assistimos a mais uma carnificina promovida pelo Islã e seus seguidores. Pelo menos 50 pessoas morreram e outras tantas ficaram feridas por conta de um terrível ataque promovido por um muçulmano na cidade de Orlando, mais precisamente em uma casa noturna LGBT.

O que me espanta, entretanto, é que o ISIS e o Boko Haram, entre outros, vem sistematicamente matando pessoas (homens e mulheres, idosos e crianças) por conta de sua religião e/ou etnia, e pouco ou quase nada se fala sobre isso. Não há tal comoção quanto o assunto é a morte de cristãos, curdos, etc. Fico me perguntando o porquê.

Mas vamos deixar isso de lado por ora… Em tese, quem é o político que representa a comunidade LGBT no Brasil? Todos sabem a resposta: O Deputado Federal Jean Wyllys. Será que alguém poderia me explicar, então, por que este mesmo deputado defende o ensino do Islã nas escolas brasileiras? Trocando em miúdos: sendo a homofobia parte integral do Islã (homossexuais são crucificados, apedrejados e atirados de cima de prédios), qual o interesse que o Jean Wyllys tem em promover o Islã no Brasil? Promover o Islã no Brasil é a mesma coisa que promover a homofobia. Contraditório, não? Não acredita no que estou dizendo? Explique-me, então, o porque do Jean Wyllys ir a Israel fazer palestras, e não fazer sequer uma visita a Palestina? Se o Islã é algo tão bom ao ponto de precisar ser ensinado nas escolas, qual o problema do Jean Wyllys visitar a Faixa de Gaza? Estranho…

Mas isso não deveria assustar ninguém. Há fotos do Jean Wyllys vestido de Che Guevara, outro costumaz assassino de homossexuais. Aliás, defender o comunismo e o socialismo é ir contra a causa LGBT. Que o digam Stalin, Lenin, etc. Para estes, o homossexualismo era considerado uma “perversão capitalista” que precisava ser eliminada.

O PSOL, cujo nome é Partido Socialismo e Liberdade, é uma farsa. Não há liberdade no socialismo e muito menos defesa dos homossexuais. Pelo contrário. Os homossexuais, assim como outros grupos (negros, mulheres, gordos, pobres, etc.), são estimulados a confrontar o status quo de maneira pouco inteligente e agressiva, fazendo com que o ódio contra esses mesmos grupos seja engendrado, criado no seio da sociedade. O objetivo? Uma “revolução sem sangue”, conforme a proposta de Antonio Gramsci. Na prática, tais grupos tornam-se apenas massa de manobra nas mãos daqueles que querem chegar e permanecer no poder, e mais nada.

Questionem-se: o que seria do Jean Wyllys se não fosse a homofobia? O que seria do Freixo se não fosse o vitimismo? Estes políticos não lutam para que estes grupos tenham uma vida plena e sejam integrados/aceitos pela sociedade. Pelo contrário. Chegam ao extremo de conceder para estes grupos direitos especiais, que acabam por fazer com que a sociedade repudie o seu comportamento, e associe a canalhice destes políticos aos próprios membros do grupo que em teoria representam.

O que a comunidade LGBT conseguiu ao inserir, durante a visita do Papa ao Brasil, crucifixos e a imagem de Nossa Senhora na vagina e no ânus? Como alguém pode pedir respeito não respeitando? Como esperar solidariedade sem se solidarizar? Percebem a contradição disso tudo?

Chegou o momento de todos estes grupos acordarem para a realidade. Se vivemos em sociedade, temos que aceitar as nossas diferenças, e não esquecer de nossa obrigação em manter padrões mínimos de decência e respeito mútuo. O nome disso é reciprocidade. Respeite para ser respeitado. E talvez assim, da próxima vez que um cristão for assassinado, os membros da comunidade LGBT também fiquem indignados com a brutalidade do Islã, da mesma forma que eu mesmo fiquei indignado com a brutalidade do que aconteceu em Orlando. Esse é o primeiro passo para um mundo mais verdadeiro, sem homofobia, racismo e coisas do tipo.

A vida vem antes de tudo. Vamos, juntos, lutar pela vida de todos!

paz