Já não carrego mais lembranças
Levo comigo os esquecimentos
Que insistem em dar seus ares
Vez ou outra
Ressignifiquei momentos
Bati prosas com o espelho
Guardei meu nariz vermelho
Fugi do circo
Ainda carrego certa culpa
De ter gasto tanto tempo
Admitindo o inadmissível
Vivendo a vida sem viver
Mas agora, vida afora
Vida aflora dos cacos de outrora
Aos poucos me reconstruindo
E meu restaurador tudo pode:
Ele é Deus.
