Há um lugar onde o mundo perde a pressa.
Não é uma cidade. Não é uma casa. Não é um sonho.
É teu abraço.
Quando me recolhes entre os teus braços, o tempo parece esquecer seu ofício. As horas deixam de correr e tudo o que existe é o calor da tua pele junto à minha, o perfume que reconheço de olhos fechados e a certeza silenciosa de que nada me falta.
Poucas pessoas sabem o que é amar alguém a ponto de encontrar paz apenas na sua proximidade.
Eu sei.
Porque existe uma felicidade que mora no som da tua voz, outra no brilho dos teus olhos, mas a mais bonita de todas mora no instante em que me abraças.
Nesse momento, não existe passado. Não existe futuro.
Existe simplesmente o milagre de estar contigo.
Teu abraço tem a delicadeza das coisas que curam sem prometer cura. Ele não apaga as cicatrizes da vida, mas faz com que eu me esqueça delas por alguns instantes. E, enquanto repouso junto a ti, sinto que todos os caminhos que percorri me trouxeram exatamente para ti.
Porque é isso que encontro em teu abraço.
Não apenas carinho.
Não apenas desejo.
Mas a rara e bela combinação dos dois.
A ternura que acalma e a paixão que incendeia.
A paz de quem chegou em casa e a vertigem de quem continua apaixonado.
Em teus braços, não preciso escolher entre abrigo e fogo.
Encontro ambos.
Pertencimento.
E talvez amar seja exatamente isso: passar a vida inteira procurando um lugar onde a alma possa descansar e, um dia, descobrir que esse lugar tem o nome da pessoa amada.
O teu nome.
E o teu abraço.









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