Sinto o teu gotejar no meu rosto,
E logo sorvo da tua cadência,
Afogando-me em teu ritmo,
Que se alterna do piano ao fortissimo,
Fazendo verter teus pensamentos.
.
Minha boca conversa com teus lábios,
E na busca do que tens por dentro,
Falo línguas ainda não criadas,
Provocando a origem dos teus tremores:
Teu entumecido epicentro.
.
E para que tudo bem se acabe,
Tua boca engole meus argumentos,
A verborragia escorre em teu paladar,
Não paro de falar,
És um tormento!
