Já passamos da fase do “eu te amo”
Hoje, os sorrisos entregam
As vozes denunciam
E os olhares penetram
O “eu te amo” ficou pouco
Ficou rouco
Talvez até tosco
Diante de tudo que é sentido
Os gestos anunciam
Os abraços reverenciam
Os corpos confrontam-se
Misto de realidade e fantasia
Já não é saudade
É necessidade
Cedo ou tarde
Pura e total reciprocidade
Fazer o que, então?
São coisas do coração
O nosso primeiro “eu te amo”…
Meu amor, nada foi em vão.
