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Vielas do pranto

O pranto por vezes é seco e mudo,

Porque por vezes é medroso.

Porque por vezes falta-lhe a coragem

De ser pranto.

.

Vim e estou aqui!

Vejam-me:

Estou pronto e sou pranto,

Mas escondo-me em sorrisos absintos,

Em obrigações comensais,

Em ratoeiras morais

Sem esperança ou encanto.

.

Mas há vergonha maior do que sorrir

Para não deixar rugir o pranto?

.

Sim, este desencanto

É mais do que motivo

Para o pranto!

E quando não deixo o pranto ser,

Eu mesmo me torno o pranto:

Escondo-me nas vielas da tristeza,

Esmorecido e aturdido,

Esgueirando-me de canto em canto.

.

Que me salve o pranto!

2 pensamentos sobre “Vielas do pranto

    • Para falar a verdade, catei no Google a primeira que vi. Rs.
      Quanto ao pranto, aprendi que é necessário. É preciso que doa o que tiver que doer. Não importa o motivo: injustiça, saudade, desilusão… Tanto faz. Não creio que podemos nos dar ao luxo de fingir que não sentimos. Há quem veja nisso uma saída. Para mim, parece um beco sem saída. E eventualmente vamos ter que lidar com as consequências das nossas negações.

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