Entre folhas em forma de coração,
num fio que não foi feito para pousos,
ele parou.
Máscara negra, sobrancelha branca,
o peito aceso de um sol
que não pediu licença.
Olhou para baixo.
Para mim.
O nome dele diz que já me viu.
Bem-te-vi: coisa do passado,
como quem conta que esteve lá.
Mas não foi isso que eu ouvi.
Ouvi o presente:
eu te vejo.
E quem me dizia isso
era Deus.
