A noite avança Com suas sutis rudezas: Nada é pouco Tudo é muito Talvez mais do que muito Ainda que não seja o bastante Para me fazer desabar em meu leito
O sono… Esse meu amigo traiçoeiro Que de mim foge de vez em quando É também fiel conselheiro: Fatos sobrepõe-se a sentimentos E desmascaram fantasias e luxúrias de noites opacas Rasgadas e devassadas por realidades translúcidas Onde todos os meus tolos e inocentes devaneios São partidos ao meio
Mas também é na madrugada Que sempre sou mais meu E hoje – Mais uma vez – Durmo acompanhado Vamos passar a noite inteira acordados Nus, amarrados e abraçados – Pura honestidade – Só a minha raiva e eu.