Não tenho culpa
de te seguir com os olhos,
enquanto você repousa
do outro lado da mesa.
Tua boca pede,
teu perfume invade,
teu pescoço puxa,
teu silêncio cobra:
tudo em ti pulsa.
Você entrega tudo no olhar.
Desejo cru.
E nenhum de nós dois sabe —
ou quer —
fugir disso.

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