Há uma falta em mim que não se explica,
e que eu ainda não soube afastar.
Vive no gesto mais simples que fica,
quando tento seguir, mas volto a lembrar.
Ainda te encontro em coisas mínimas,
num gesto breve, num jeito de rir.
E algo em mim, nas horas mais íntimas,
insiste em silêncio em te repetir.
Não digo teu nome – quase não preciso –
ele acontece em mim, sem chamar.
E sigo assim, entre o que não foi dito,
e o que ainda não soube calar.
