A vida é breve, feito um clarão,
breve é também o seu fulgor;
mas erguemos muros de contenção
para nos defender do amor.
A flor não pede explicação,
nem conhece o verbo temer;
somos nós que, por precaução,
esquecemos como florescer.
E quando a tarde se faz passado,
sem devolver o que levou,
resta o silêncio de quem, calado,
vê quanto da vida não brotou.
Tudo tão desnecessário…
