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Feliz Natal – 2019

São 21h48, e eu estou em casa, no ar condicionado, pensando no que aconteceu nos últimos dias. A chuva cai pesada, e toda vez que ouço e sinto o cheiro de chuva, percebo que é o momento perfeito para refletir, meditar.

Esse fim de ano tem sido bastante incomum. Tenho revisto amigos de 30, 40 anos atrás… Tenho sido constantemente relembrado de quem eu sou, de quem eu era… E fiquei surpreso, literalmente, com a memória das pessoas.

Sei que quem bate esquece e quem apanha nunca esquece, mas Deus resolveu me dar de presente de Natal momentos em que eu fiz a diferença na vida das pessoas. Momentos nada extraordinários (sob minha visão), mas que serviram de alguma forma para amenizar a dor dessas pessoas, sobretudo em momentos extremamente difíceis.

Eu não vou entrar em detalhes (são desnecessários), mas os presentes que recebi não foram ouro ou prata, mas reconhecimento pela amizade, pela lealdade, por tudo que sempre entreguei na vida das pessoas sem pensar duas vezes, sem pensar se eu poderia me beneficiar daquela situação de alguma maneira. Coisas que entreguei de coração.

Durante essa caminhada, houve momentos em que eu disfarçava e ia chorar no banheiro. Não por estar triste ou algo assim, mas por perceber que Deus me deu um dom único, inequívoco, que é o de tentar fazer o bem não importando a quem. Essa é a minha missão. Esse é o meu super poder (quem me lê habitualmente sabe muito bem o que quero dizer com isso).

Escrevo isso com orgulho porque sou cristão, mas também com certa dor por perceber que em N momentos eu me negligenciei em função de terceiros, quer seja pessoas que eu amava ou sequer conhecia. Essas coisas não eram e não são forçadas: são a minha natureza. Eu abro mão de mim pelos outros. Babaca? Ok… Respeito a sua opinião.

Então, nesse Natal, ao invés de pedir… Aliás, vou pedir: quero que Deus me dê mais do mesmo. Quero agir em nome Dele, na certeza de que tudo mais me será acrescentado. E por mais que esse texto parece um tanto quando presunçoso, a grande verdade é que sinto profundo ORGULHO de já ter me feito presente na vida de gente que precisava infinitas vezes mais do que eu. E sei… E como sei… Que Deus será generoso o bastante comigo para me acudir e acolher diante de minhas privações.

O mal não me alcança. As flechas me erram. Não porque sou especial, mas porque reconheço a minha pequenez diante da imensidão das obras de Deus. Há um cara “lá em cima” que me usa, entenderam? E o meu maior prazer é servi-Lo. EU SOU UM SERVO DE DEUS!

Que Deus continue, nesse Natal e no ano de 2020 que se aproxima, a fazer de mim um instrumento para tornar a vida das pessoas um pouco melhor. Eu descobri que é isso que me faz ser uno com o meu criador. E que assim seja!

FELIZ NATAL! Que Deus nos abençoe e que nos lembremos SEMPRE de que nosso principal objetivo na Terra é SERVIR, e que por mais que caiam lágrimas por sobre a nossa face, estas são doces diante do quanto o Cristo sofreu na cruz por nós.

Um agradecimento especial a Minha Mãe Nessa Senhora de Fátima. Se Deus a escolheu para trazer seu filho unigênito, não há como não pensar que essa é a mulher mais sagrada e pura que já existiu.

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Você não é substituível!

Normalmente, eu escrevo um texto e procuro uma imagem ou frase que tenha a ver com ele. Hoje, faço o contrário.

Passeando pelo Pinterest, encontrei a frase que está no final desse texto.

Somos criados (eu pelo menos fui) diante da máxima “ninguém é insubstituível”. E de uma forma ou de outra, essa frase é uma grande falácia. Ela parte do pressuposto que a vida é uma espécie de competição, onde temos que nos posicionar de maneira superior aos demais para não sermos substituídos. Talvez haja verdade nisso em se tratando de ambientes estritamente profissionais, mas a vida é bem mais do que mero profissionalismo…

Eu tenho qualidades e defeitos. Todos temos. Em nossa jornada pelo mundo – nossa vida, somos constantemente bombardeados pela sensação de que devemos seguir um determinado padrão para que a aceitação venha. E nos culpamos e até mesmo nos rejeitamos por conta disso. É um eterno jogo do tipo “se eu fosse assim, a minha vida seria melhor”. Ledo engano.

Eu, Fábio, sou único. Sou um conjunto de experiências e histórias, de vitórias e derrotas, que me fazem ser eu, Fábio. Percebem o poder disso?

Há pessoas que pensarão em você e sentirão em você (e por você) somente o que VOCÊ pode dar, o que somente VOCÊ pode ser. E justamente por isso, no dia de hoje, seja lá quem você for, gostaria de deixar claro que VOCÊ é especial e que EU também sou. E sim: sermos o que somos é de fato um super poder.

Não deixe que um dia difícil ou um momento difícil defina a sua vida. Não deixe que a opinião de uma pessoa (ou grupo de pessoas) seja algo limitante ou mesmo constrangedor. VOCÊ É VOCÊ E SÓ VOCÊ SABE SER ASSIM.

Em busca da melhor versão de nós mesmos – SEMPRE!!!, mas na certeza de que somos o bastante e que somos capazes de, de alguma forma, fazer a diferença no mundo e nas pessoas que nele habitam.

VOCÊ tem superpoderes e EU também. Seja bem-vindo ao clube. Nós somos insubstituíveis. 🙂

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Namastê

🙌🏼 🙌🏼 🙌🏼

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What does it mean to be a man?

“What would a healthy male do? If you had no fear, what would you do? Feel the fear and do it anyway.” Dr. Robert Glover

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23h30

Dia cheio de trabalho (obrigado, meu bom Deus) e de sorrisos no rosto de minha filha. Foi dia de noitada masculina: pais separados levando suas filhas em um rodízio de pizza.

Não comi muito. Não gosto de pizza de rodízio. O queijo é vagabundo e a massa é a que puder encher o seu bucho o mais rapidamente possível. Querem que você vá embora correndo, claro. Havia fila de espera e tudo mais para entrar no restaurante.

E lembrei que, na vida, aprendi a ser exigente. Não era. Aprendi a ser. Prefiro uma única fatia de uma pizza de qualidade do que uma pizza inteira no nível da que eu comi hoje a noite.

A vida é assim: nem sempre se pode escolher o que se vai comer, mas comer é uma necessidade. Uma boa comida é sempre uma boa comida, e não serão dez comidas de merda que mudarão isso. Dez comidas de merda não são equivalentes a uma boa comida. E fato é que quando a comida é boa, sempre se quer voltar para comer mais.

Boa noite.

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09h47

Com a chuva, voltei para casa. Foi o suficiente para tirar a nebulosidade de minha cabeça e me dar mais clareza em relação ao que devo fazer.

Nada. E isso é muita coisa para quem gosta de fazer acontecer. Fazer nada cai bem quando fazer qualquer coisa produz o mesmo resultado que nada fazer. Pena que fazer nada não queima calorias…

E isso me lembrou uma música:

Era esse o nada que eu gostaria de estar fazendo agora:

“Nada melhor do que não fazer nada só pra deitar e rolar com você.”

Esse nada queima calorias. E muitas!

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04h57

Os primeiros raios de sol já entram pelo meu quarto. Não pedem licença. Não dão explicações. O fato de serem raios de sol já os credencia.

É feriado, mas é dia de trabalho para mim. Gosto do que faço. Faço porque gosto. E assim, os dias de trabalho passam leves, suaves… São dias intensos e felizes. Tensos em alguns instantes, mas qual graça haveria se assim não fossem?

Enquanto escrevo e saboreio um delicioso café com leite, a vida me faz perguntas e me pede respostas. Silencio-me. Pergunto-me se estou fazendo as perguntas corretas. Tenho plena consciência de que perguntar não é o bastante. É preciso entender o motivo das perguntas. É preciso entender onde quero chegar.

Mergulho mais fundo dentro da minha alma. A minha vida não é só trabalho. Pelo contrário. Apesar de ser uma parte importante, em última análise não sou escravo do que me proponho a fazer. Há urgências em mim em vários níveis, mas… O telefone toca. Trabalho.

Eu tenho 2 celulares, WhatsApp, Telegram, Sametime, Jabber, Slack… Eu sou “achável” 24 horas por dia. Já se passaram 3 horas desde que eu acordei e ainda não me olhei no espelho. Será que consigo?

Estou descabelado. Trabalhar de casa tem dessas coisas. Mas sei lá… Parece que estou descabelado por dentro também e não há pente que resolva isso. Um banho me parece uma boa ideia.

As perguntas não param! Melhor eu voltar para o trabalho! E de repente, caiu uma ficha: me matar de trabalhar é uma excelente motivo para não perguntar se as perguntas que eu me faço são realmente relevantes. E não sabendo nem mesmo das perguntas, como pensar em respostas? O telefone toca novamente… É urgente. Sempre é urgente. E as minhas urgências, como ficam? Ligo o “piloto automático”… Como assim, se não sei nem para onde devo ir?

O dia está nublado. Minha mente também. Preciso caminhar na praia. No momento, isso é o mais urgente. “Modo Avião” ligado. Preciso de um momento de eu comigo.

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12.283 dias…

Felipe, meu irmão, faz 35 anos que você se foi. Você sabe que não deixei de lembrar de você por um único dia sequer e também sabe que eu teria dado a minha vida por você se coubesse a mim essa decisão.

São pelo menos 12.283 dias de saudades (anos bissextos inclusos) e a certeza de que estamos sempre juntos de alguma forma. Eu sei que você está escrevendo esse tempo comigo.

Reafirmo: tempo e distância são nada entre nós. Sei que ainda vamos nos encontrar. Eu te amo. Meus amores são para sempre.

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Bom dia!!!

E que nosso dia seja assim, todo fluidificado!!! 😃😃😃

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Minha avó morreu mais de uma vez

– Lamento muito pela sua perda. Já está tudo preparado para o sepultamento da Dona Maria.

Eram 5:30 da manhã de um dia escuro e chuvoso de inverno. Pelo “telefone vermelho”, recebi esta triste notícia. Eu chamava de “telefone vermelho” porque era um daqueles usados apenas para me conectar a Internet, e também dado para contatos especiais, tais como a clínica geriátrica onde minha avó estava internada com várias complicações decorrentes de uma Paralisia Supranuclear Progressiva (doença degenerativa do cérebro).

Eu não sabia com quem havia acabado de falar no telefone. Se a pessoa me falou o nome, eu simplesmente não prestei atenção. Sabia apenas que era um homem. Em prantos, vesti-me rapidamente e me preparei para sair de carro. Queria ir até a clínica da minha avó para saber como dar a notícia para minha mãe.

– Filho, onde você vai?
– Uma emergência do trabalho. Volto logo.

Entrei no meu carro e fui em disparada para a clínica. Ainda era noite. Toda a minha infância e minha adolescência passavam pela minha mente como que em uma espécie de filme. Deu saudades do pudim, do bacalhau, do cafuné para eu dormir, dela coçando minhas costas… Enfim. Minha avó tinha acabado de falecer.

Toquei a campainha da clínica e uma enfermeira com os olhos marejados veio me receber.

– Em que posso ajuda-lo?
– Sou neto da Dona Maria…

A enfermeira não conteve as suas lágrimas.

– Ela não está mais aqui, meu querido… A levaram para o Hospital Santa Cruz, onde ela acabou falecendo…

Entrei no meu carro e fui feito um louco para o hospital. Estava tudo se materializando e fazendo sentido. Meu irmão havia morrido naquele hospital. Agora, era a vez da minha avó. Como eu iria contar aquilo para a minha mãe? Será que meu avô estava esperando por ela de braços abertos no céu?

Na recepção, me confirmaram que uma Dona Maria tinha falecido, e que o corpo dela estava nos fundos do hospital, em uma espécie de capela, aguardando a funerária na presença de “alguns parentes”. Parentes? Como alguém poderia ter chegado ao hospital antes de mim? Não importava… Ela estava morta.

Dirigi-me até o local indicado, e de longe vi um corpo sobre uma maca, coberto por um pano branco. Meu coração gelou. Era verdade… Minha avó tinha morrido.

Lentamente, entrei na capela improvisada. Chorando, percebi que não conhecia nenhuma das pessoas que lá estavam. Nenhuma. Estavam todas em prantos, e decidi me aproximar da maca para dar um beijo na minha avó… Sei lá! Talvez toca-la e sentir que a pele dela estava quente, e que tudo não passava de um grande engano…

O cadáver estava coberto. “Seria Lázaro?”, desejei. Respeitosamente, levantei o manto que cobria o corpo e então…

– PUTA QUE PARIU! NÃO É A MINHA AVÓ!

Eu disse isso em voz alta. Silêncio absoluto dentro da capela. Todos olhavam para mim. Eu sorria! Estava feliz! Pedi desculpas e me retirei. Afinal de contas, quem ligou para a minha casa e por quê? Onde estaria a minha avó?

Voltei para a clínica geriátrica. Outra enfermeira me atendeu. Novamente, perguntei a respeito da Dona Maria.

– Você não é o neto da Dona Maria que vem sempre aqui? O que você está fazendo aqui essa hora?
– Disseram que minha avó tinha morrido. Vim aqui, e me disseram que ela estava no Santa Cruz…
– Sim, faleceu uma Dona Maria, mas não é a sua avó. A sua avó está bem. Está dormindo.
– Se incomoda se eu ver com meus próprios olhos?
– De maneira alguma!

E lá estava minha avó. Debilitada, doente, mas viva. No meio de uma explosão de sentimentos, a raiva falou mais forte… Talvez eu não tenha mais bacalhau ou pudim, mas jurei que pegaria o responsável por isso na porrada!

– Quem foi o FDP que ligou para a minha casa dizendo que ela tinha morrido? Quem foi? Vou matar esse cara!
– Como assim? Ligaram para sua casa dizendo que sua avó tinha morrido?
– Sim… Quero falar com esse cara AGORA! Só vocês aqui da clínica tem o telefone para o qual ligaram. Não adianta nem tentar me enrolar!
– Vamos lá na recepção, então.

Eu estava furioso… Queria pegar de porrada o FDP que tinha me dado tal susto. Será que não sabem nem para qual família devem ligar quando falece alguém? Entretanto, achei estranho que na tal sala havia apenas duas mulheres. Mudança de turno, claro. O FDP fugiu! Está escondido!

– Senhor, o único homem que ficou aqui durante a noite e que faz parte da equipe é o segurança, e posso garantir que ele não ligou para a família da Dona Maria. Quem faz as ligações desse tipo sou eu, e sempre na presença do dono da clínica. Aliás, aqui está a ficha da falecida…

Olhei a ficha. Realmente, não era a ficha minha avó. O que teria acontecido, então?

Voltei para casa mais calmo depois de pedir desculpas à enfermeira e a toda equipe. Imediatamente, acordei minha mãe e expliquei tudo que tinha acontecido. E para minha surpresa, minha mãe caiu na gargalhada.

– É pegadinha isso, mãe? Como podem saber o nome da vovó e ainda por cima ligarem para aquele telefone lá do quarto?
– Filho, eu não sei exatamente o que houve, mas eu imagino. Eu ontem estive com o Vereador XPTO, e ele, que era muito amigo do seu avô, garantiu que pagaria pelo sepultamento da sua avó quando o momento chegasse. Fazia questão disso. Na minha frente, ligou para uma funerária e deu ordens expressas para não cobrar nada para um eventual sepultamento da minha mãe. Deu o telefone do seu quarto em caso de emergência. O homem deve ter entendido errado e deve ter achado que sua avó já tinha morrido!
– Será? Você tem o telefone de lá? Deixa eu ligar…

Fui para o meu quarto e liguei para a tal funerária. A voz que atendeu o telefone era conhecida. Era a mesma que tinha me dado a notícia do falecimento de minha avó horas antes.

– Tudo bem? Aqui quem está falando é o neto da Dona Maria…
– Pois não… Estava esperando a sua ligação. Já está tudo preparado! Onde pegamos a sua avó?
– Ela não morreu…

E então, expliquei o que tinha acontecido. O homem ria feito um doido. Acabei rindo também. Não sei muito bem lidar com a morte, mas para ele a morte era apenas um trabalho. Para mim, era pura tristeza. E mesmo que minha avó não tivesse morrido, a Dona Maria de alguém morreu. Não dava para ficar exatamente feliz.

Quando fomos nos despedir, ele me disse que tinha até uma corbélia gigante com uma faixa dizendo “Saudades eternas, Dona Maria!”, e que não sabia o que fazer com ela.

– Manda entregar no Hospital Santa Cruz. Há uma família lá precisando desse agrado…

-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-

Minha avó se foi de verdade em 05/07/2004. Não sei em que data os fatos acima ocorreram, mas são verídicos.

Saudades de você, querida Dona Maria! Que você e o vovô estejam muito felizes aí no céu!

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