Desde que te conheci
Só bebo vinhos Rosé
É que me lembram
O sabor
E a cor
De seus lábios:
Incluindo aqueles
Nos quais você não passa batom.

Desde que te conheci
Só bebo vinhos Rosé
É que me lembram
O sabor
E a cor
De seus lábios:
Incluindo aqueles
Nos quais você não passa batom.

De vez em quando
Você se toca
E volta correndo –
Sôfrega –
Para a sua toca
É tocante ver você se tocando.

Mais um Feliz Dia dos Idosos!!! 🙂
Eu vi minha bisa, meus avós e avôs, envelhecendo. Vi meu pai falecer antes de envelhecer. E hoje vejo minha mãe envelhecendo.
Já perdi muita gente boa por conta da idade. Rugas… Marcas das lutas, da coragem, que jamais serão disfarçadas pelo tempo.
E quando falo de coragem, é porque carrego comigo esses exemplos. Os que vieram antes de mim eram corajosos. Eram bravos! Eram luz na minha vida! E na sua humildade, escondiam imenso saber.
Quem me conhece sabe que tenho um fraco (muito forte) por crianças e idosos. Crianças por serem o futuro, e idosos por carregarem o que nem imagino ser o seu passado.
Escolham um idoso qualquer na rua. Reparem bem! Percebam a fragilidade do corpo (na maioria dos casos), mas não os julguem por isso. Cada idoso já tem a sua própria história, e não nego que esse tempo todo na Terra me fascina.
A…
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Eu tenho sonhos imensos
Desejos que nunca acabam
Vontades que nunca passam
A todo e qualquer momento
Se eu invento?
Não preciso e nem tento
A culpa é toda tua
Que o tempo todo desfilas nua
Na lascívia inexorável do meu pensamento
És da minha alma alimento
E eu te devoro
A todo e qualquer momento.
A Michele adora me fazer essas surpresas e eu adoro as surpresas que ela me faz. Ela escolha a poesia e a declama quando quer. O resultado é sempre surpreendente. Obrigado pelo carinho, Michele!!! ❤ ❤ ❤
Poesia original: https://agorababou.com/2019/09/15/imperfeicao/
Despi-me do sonho
Vesti-me da verdade:
No que é invisível aos olhos
Teu gosto
Teu rosto
Os excessos do meu corpo
Corredeiras que jorrro –
Que pedes
E que encaras –
Morro
Esfrego
Puro gozo
E nos teus olhos
Acidentados de alma sanitária
Realizo-me
E nem disfarço.
Já te vi de todos os ângulos –
E foi com a língua.
É procurar no amor alguma certeza ou razão
É amar com um pé atrás
É amar com os pés no chão
É viver de aparências
É aparentar ser
É nunca ser nem causa e nem consequência
É prender o cabelo quando bate o vento
É não sair de casa porque acabou o filtro solar
É fazer cálculos a todo momento
É abraçar sem encostar o peito
É beijar sem usar a língua
É tentar fazer amor e não sentir qualquer efeito
É o poema vazio e plasticamente correto
É virar a cara para a “cara metade”
É achar erro no que está certo
É o quase, o quem sabe e o talvez
É viver a vida em marcha lenta
É querer entender todos os porquês
É matar o desejo e o sonho
É viver o tempo todo sorrindo
Com o coração sempre tristonho
Mas
Acima de tudo
A mediocridade é uma escolha:
É como ter em mãos uma preciosa garrafa de vinho
E nunca sacar a sua rolha.
![Shot018[5]](https://agorababou.com.br/wp-content/uploads/2019/04/shot0185.jpg)
Nunca seremos nada até aceitarmos que o que há de mais visceral em nós, que nos clama por aceitação e justiça, nosso verdadeiro propósito de vida. Podemos até nos enganar, mas para sempre teremos que viver com nosso eu de mentiras e aparências. Para sempre teremos que viver adormecidos. Dormindo para a vida. Acordados para o que não somos.

Pelo amor
Esperarei, impreterivelmente, até amanhã
(E sigo repetindo essa frase todos os dias)
