Avatar de Desconhecido

Por nós

Me mostra aquelas poesias

Que você escrevia

Quando o nosso amor

Escorria pelos seus dedos

Me fala do tempo

Em que éramos três:

Nós

Você e eu

Me fala das fotografias

Onde tudo que a gente queria

Era perpetuar

Todo e qualquer instante

E hoje, que tudo temos

Que tudo podemos

Me fala do nosso amor

Como se não fosse algo distante

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Bolha de sabão

Meu coração

É tua querência

Tua terra

Teu chão

Meu coração

Já é todo teu

E nele eu resisto

Feito bolha de sabão

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Trust me

Trust me, my love

When I say yes to things

I should have said nay

It is not because I fear

Being alone, all by myself

It is a love statement

An open declaration

That I love you more

Than our differences

Or circunstances

But, my love

If you see any weakness

In what I do

Let me warn you:

I love you

And if what I concede

Is not perceived

As a love gesture

I will just pack

And follow the steps

Towards my principles

Even if they take me

Away from you.

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Cinzas

E foi no último café

No último trago

Do último cigarro

Que a vida virou cinzas

E se desfez a cortina de fumaça

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Tecelão

Pertencer

Ser

Tecer sem tear

Com o olhar

Com o gesto

Na urdidura do amor

Para tecer

Só é preciso amar

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Felipe Ottolini

Hoje, meu irmão faria 48 anos. Faleceu quando tinha apenas 8 anos.

Como seria se… ? Não sei. Só sei que faz 40 anos que sou pura saudade.

Feliz Aniversário, meu irmão!

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Cafuné

Desnudas minha alma

E me vejo sem armadura

Como nunca havia me visto


Nunca fui íntimo

De mim mesmo

E nos teus braços

No teu aconchego

Minhas inadequações

E minhas fragilidades

Sequer existem


Por ti e em ti

Já não sou mais indefeso:

Tuas mãos em minha nuca

Me ensinaram a viver

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Voltei

Saí para comprar cigarros
E voltei

Foi assim que descobri
Que é amor

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Me espera, amor

Me espera, amor

Me espera.

Só fui no mercado

Pra gente cometer uns pecados

De barriga cheia.

Vai ter de tudo, sim!

Vai ser um banquete sem fim

Com petiscos e vinho

E como em casa já há carinho

Não precisamos de mais nada

De mais ninguém.

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A gente vai embora – por Jaqueline Reinelli

A GENTE VAI EMBORA e fica tudo aí, os planos a longo prazo e as tarefas de casa, as dívidas com o banco, as parcelas do carro novo que a gente comprou pra ter status.

A GENTE VAI EMBORA sem sequer guardar as comidas na geladeira, tudo apodrece, a roupa fica no varal.

A GENTE VAI EMBORA, se dissolve e some toda a importância que pensávamos que tínhamos, a vida continua, as pessoas superam e seguem suas rotinas normalmente.

A GENTE VAI EMBORA as brigas, as grosserias, a impaciência, a infidelidade, serviram para nos afastar de quem nos trazia felicidade e amor.

A GENTE VAI EMBORA e todos os grandes problemas que achávamos que tínhamos se transformam em um imenso vazio, não existem problemas.

Os problemas moram dentro de nós.
As coisas têm a energia que colocamos nelas e exercem em nós a influência que permitimos.

A GENTE VAI EMBORA e o mundo continua caótico, como se a nossa presença ou ausência não fizesse a menor diferença. Na verdade, não faz.

Somos pequenos, porém, prepotentes. Vivemos nos esquecendo de que a morte anda sempre à espreita.

A GENTE VAI EMBORA, pois é. É bem assim: Piscou, a vida se vai…

A GENTE VAI EMBORA e somos rapidamente substituídos no cargo que ocupávamos na empresa. ⠀
As coisas que sequer emprestávamos são doadas, algumas jogadas fora.

Quando menos se espera, A GENTE VAI EMBORA.
Aliás, quem espera morrer?

Se a gente esperasse pela morte, talvez a gente vivesse melhor.

Talvez a gente colocasse nossa melhor roupa hoje, fizesse amor hoje, talvez a gente comesse a sobremesa antes do almoço.

Quem sabe, a gente entendesse que não vale a pena se entristecer com as coisas banais e respeitasse mais as pessoas.

O tempo voa.
A partir do momento que a gente nasce, começa a viagem veloz com destino ao fim – e ainda há aqueles que vivem com pressa! ⠀

Sem se dar o presente de reparar que cada dia a mais é um dia a menos, porque A GENTE VAI EMBORA o tempo todo, aos poucos e um pouco mais a cada segundo que passa.

O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO COM O POUCO TEMPO que lhe resta?!

Que possamos ser cada dia melhores e que saibamos reconhecer o que realmente importa nessa passagem pela Terra!!!
Até porque, A GENTE VAI EMBORA…

Observação: a autoria deste texto foi atribuída inicialmente ao escritor Sérgio Cursino. Entretanto, após comentários de leitores e buscas que fiz na Internet, descobri que o texto é da escritora Jaqueline Reinelli, fato que foi confirmado pelo próprio Sérgio Cursino em um vídeo de YouTube.

Além disso, o registro da obra foi feito pela própria Jaqueline.