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E eu achando que estava ajudando…

Voltando da academia, me deparei com uma senhora com óculos escuros, cabelos muito brancos, e muito esguia. Como estava com uma muleta em um dos braços, um carrinho de compras no outro (daqueles de rodinhas que se leva para o supermercado) e de óculos escuros, foi instintivo perguntar se ela precisa de ajuda atravessar a rua já segurando em um de seus braços. E ela me respondeu:

– Precisar de ajuda eu não preciso. Estou só esperando o sinal fechar. Mas diante de tanta gentileza, agora eu faço questão.

Havia algo na voz dela. Um carinho diferente, angelical. Não me contive. Fui às lágrimas. E enquanto esperávamos o sinal fechar, sem olhar para mim, ela me perguntou:

– Por que você está chorando?

E eu respondi:

– Não sei explicar… Eu simplesmente fiquei emocionado com a maneira que a senhora falou comigo…

Eu não sabia mais o que dizer. O sinal abriu, e enquanto caminhávamos, ela me disse o seguinte:

– Não importa se vêem ou aceitam as suas gentilezas. Deus sempre vê tudo.

E aquela voz doce e serena, se transformou em alento. Minhas lágrimas secaram. Quando eu a deixei do outro lado da rua, agradeci de maneira humilde. E ela mais uma vez me surpreendeu:

– Eu que ganhei o meu dia.

Acho que nunca ganhei tanto fazendo tão pouco. E eu achando que estava ajudando…

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Motivo de orgulho

Como poeta amador, de vez em quando consigo criar algo que consegue resistir as minhas críticas mais ferrenhas.

É o caso de uma estrofe de uma poesia chamada Maldade. Sem perceber, meio que na base da tentativa e erro, acabam surgindo versos atemporais. E sim, isso dá muito orgulho.

Saudade,
Sim! Muita saudade,
De tudo o que fomos,
Pois o que somos,
É pouco, muito pouco,
Quando dizemos que o amor está morto,
Muito antes dele morrer.

Que Deus me permita ainda criar muitos versos como esse! Fica a sensação de dever cumprido. E que assim seja.

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Cova rasa vermelha

Ao fundo ouço os gritos

São de falta de esperança

Sei que não são de dor ou fome

Eles não saberiam gritar por isso

Nunca deixaram de sentir dor

Nunca deixaram de sentir fome

Não conhecem o oposto disso

 

E na carência ou ausência de tudo

Eis que surge este deus imundo

Que lhes faz promessas sem dó

Esse ser infernal

Que coaduna todo o mal

Não é nem de longe Lúcifer

Mas se acha mais que o tal

 

De vermelho, acena destemido

Sabe que depende do sangue

De quem jura defender

Mas em seguida os fazer morrer

Pois são mero mal necessário

 

E no meio dessa lambança

Onde está de fato Deus?

Leva para longe essa praga

Que assola os filhos teus!

 

E Deus, em seu tempo, responde…

 

Em vermelho, agonizará pela eternidade

E nem mesmo no inferno

Terá a sua imortalidade

Pois nem Lúcifer o quer por lá

 

Será no meio dos que gritam

Em praça pública, nas ruas

Diante dos mesmos que quis

Sempre quis

Enganar

 

Será lembrado para sempre

Pelos que contra ele lutaram

Como adversário covarde

Puto, imbecil, salafrário

Sindicado será por Nosso Senhor

Que não quer cargos ou salários!

 

Quero ver a tal coragem

Quando do fundo da sua alma

For extirpado seu orgulho

E seu nome, feito entulho

For depositado em uma

Cova rasa.

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Sem resposta

Às vezes, a melhor resposta para uma prece é o silêncio de Deus.

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Meu futuro

Ainda que não fosse
Seria
Eu a
Inventaria
E no final
Seria
Muito abaixo
Do que
É

Só Deus é capaz
De criar
O perfeito
E me outorgou
O direito
De apreciar
Sua criação

Há um porém:
“Não toque”
Alguém
Quem?
É comigo?
Eu digo
Meu amigo
Não inventei
Bem que tentei
Eu falhei
Não precisava conseguir

Meu futuro
Pertence a Deus.

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E então é Natal…

O ano de 2015 foi atípico. Vimos milhões de brasileiros perderem seus empregos, empresários fecharem seus negócios e empresas importantes deixarem o Brasil, enquanto o governo continuou, como sempre, a esbanjar o nosso dinheiro.

Não foi por falta de aviso. Desde 2004 ou 2005 (não me lembro ao certo), eu e vários outros combatemos o PT e suas medidas populistas, que sempre tiveram como único objetivo a manutenção do partido no poder. E para alcançar esse objetivo, sempre valeu qualquer coisa: deixar pessoas morrerem nas filas dos hospitais, mandar policiais para missões suicidas, e aparelhar o nosso Judiciário ao ponto do STF não se importar com o que está escrito na Constituição Federal. Total e completa inversão de valores.

Mas parece que ainda não foi o bastante. Apesar de todo esse sofrimento, ainda vejo pessoas defendendo o PT. Vou ser direto. Classifico essas pessoas em 3 grupos:

  1. Ignorantes – Aqueles que, em geral, acham que política é algo chato, mas que reclamam do aumento do preço da gasolina, de não receber o décimo-terceiro salário, etc. O agravante neste grupo é que a informação para que deixem de ser ignorantes é abundante. Continuam sendo ignorantes porque as palavras doces do populismo e do socialismo soam como música nos ouvidos dos desavisados. Incluo nessa categoria também os mais humildes, que nunca tiveram acesso ao estudo, à informação, e que foram literalmente comprados pelo Bolsa Família.
  2. Beneficiários do Caos – Estão se beneficiando diretamente do que está acontecendo. Para eles, o caos é um meio de vida. Pobreza, preconceito de todos os tipos e violência são males necessários para que o caos continue. São os grandes vilões de toda essa história. Via de regra, um Brasil melhor significa um Brasil pior para eles. São o câncer do país.
  3. Orgulhosos – São aqueles que dedicaram uma vida inteira a uma causa, e que mesmo diante de seu fracasso, se negam a reconhecer a falência de suas idéias. Não são ignorantes, não se beneficiam diretamente do caos, mas não são humildes o suficiente para reconhecerem que estavam errados.

Talvez seja possível dividir em alguns outros grupos ou subgrupos, mas a idéia básica é essa: os Beneficiários do Caos se beneficiam da ignorância dos Ignorantes e do orgulho dos Orgulhosos para nos darem mais do mesmo. Sistematicamente mais do mesmo.

Não. O ano de 2016 não será melhor do que o ano de 2015. Será pior. Todos os indicadores econômicos apontam para isso. Não há um único número que aponte que já chegamos ao fundo do poço (ainda há espaço para piorar) e muito menos algum número que indique que estamos saindo do poço. Portanto, estejam preparados, de verdade, para o pior. O pior está a caminho, e eu posso dizer que eu avisei.

E então, já que á Natal, eu gostaria de fazer um único pedido para Papai Noel: que Deus ilumine e tenha piedade do povo brasileiro, para que ele se dê conta que a saída da crise não está nas mãos dos políticos, mas em suas próprias mãos. E mais: que Deus, que é misericordioso e também justo, nos ajude a afastar os demônios que estão devastando o nosso país. Que faça de cada brasileiro um soldado nessa guerra contra as trevas, na certeza de quem o bem SEMPRE vence o mal.

Um Feliz Natal para todos!

papai-noel

 

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Dia III

Mais uma autoral estilo “velha guarda”. 🙂

Dia III

Obrigado, meu bom Deus
Por me deixar viver mais um dia
Sem esse amor não existiria
Nem metade do meu ser.

Força igual não há
Procurei, consegui encontrar
Do meu lado, sem eu ter que pagar
O preço de me prostituir.

Jamais pensei que tais olhos
Que me viam com verdade
E ainda assim, sinceridade
Seriam começo, meio, sem fim.

Hoje meu pranto é outro
Minhas lágrimas são doces
Que seja como se fosse
O dia em que eu nasci.

Abalroou minha cabeça
Minhas crenças, minha razão
Ressuscitou meu coração
Que bate sem pressa, enfim.

Obrigado, meu bom Deus
Agradecimentos nunca serão demais
Sou feliz, sou a tua paz
Meu passado me faz rir.