Avatar de Desconhecido

Zetasnes

Destoam tuas palavras dos teus atos,

Tuas mórbidas cores escorrem e mancham o teu discurso,

Tua verve é unicamente a tua insanidade,

O prêmio que te busca é a inalcançável amargura.

.

E ainda ousas clamar por piedade,

Para a insensatez das tuas evidentes cisuras,

Mas és náufrago somente na tua loucura,

Que regurgitas em sanhas verborrágicas.

.

Não há perdão e menos ainda piedade,

Para tua absolutamente surreal conduta,

Na prática, carregas a insígnia da mediocridade,

E flertas com o mal com extrema desenvoltura.

Avatar de Desconhecido

Merda de poema

Não me importei com as falas,
Muito embora eu as sentisse.
Mas as perversões em riste,
Eram em mim cilícios lancinantes.

Saí de cena,
Emudeci-me,
Resignei-me.

Tomei rumo,
Prumo,
Vodka,
Gin,
Whisky,
Cerveja.

Mas quando a alma é pequena –
Se é que existe –
Nada de fato vale a pena,
Nem mesmo uma merda de poema.

Avatar de Desconhecido

Maldade

A saudade bate forte no peito.
Não avisa quando chega,
Mas chega, dizendo que a distância,
Ou mesmo nossa ignorância,
Não são fortes o suficiente para nos separar.

E procuramos no mundo,
Algo que seja forte o bastante,
Para calar nosso desejo,
Nosso amor, nossos beijos,
Nossa dor, nossa solidão.

Mas o amor é implacável,
Invencível, tenaz, inquebrável,
E insiste em dizer, todo os dias,
Nas manhãs enevoadas e vazias,
Nas noites tão frias e baldias,
Como é viver sem nos ter.

Saudade,
Sim! Muita saudade,
De tudo o que fomos,
Pois o que somos
É pouco, muito pouco,
Quando dizemos que o amor está morto,
Muito antes dele morrer.

publio_siro_ninguem_pode_fugir_ao_amor_e_a_morte_xw6g3k.jpg

Avatar de Desconhecido

Motivo de orgulho

Como poeta amador, de vez em quando consigo criar algo que consegue resistir as minhas críticas mais ferrenhas.

É o caso de uma estrofe de uma poesia chamada Maldade. Sem perceber, meio que na base da tentativa e erro, acabam surgindo versos atemporais. E sim, isso dá muito orgulho.

Saudade,
Sim! Muita saudade,
De tudo o que fomos,
Pois o que somos,
É pouco, muito pouco,
Quando dizemos que o amor está morto,
Muito antes dele morrer.

Que Deus me permita ainda criar muitos versos como esse! Fica a sensação de dever cumprido. E que assim seja.