Tu que és luz da minha luz
Que de mim tudo traduz
Diga-me o que fazer
Com estes versos que nunca escrevi.
Tenho medo da rima que não encontro
Do que já disseram antes de eu ter dito
Fico aflito:
Serão os versos infinitos
Ou é um plágio tudo que sinto?
Sinto que parece ser tudo único
Mas há alguém que já tenha escrito
Sem sentir o mesmo?
Ou será que sou plágio de mim mesmo
Viciado em teu beijo
E só sei falar disso?
Tu que és luz da minha luz
Me traduza em poesias
Pelos teus próprios dedos.
Só assim acreditarei em meus versos
Ainda que todos estes sejam teus.

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