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Vestígios

Entre cartas antigas,

Descansam sopros de vida,

Papéis que ainda guardam

O calor de mãos ausentes.

.

A tinta, já um pouco desbotada,

Sussurra palavras que não envelhecem,

Feito promessas suspensas

No fio delicado da memória.

.

E ali, entre dobras amareladas,

Repousam as fotografias:

Janelas silenciosas do passado,

Onde o tempo se esqueceu de ir embora.

.

Rostos presos em um instante,

Olhares que ainda falam,

Sonhos e sorrisos congelados no ar,

Ecoando pela eternidade.

.

Cartas e fotografias

Adiam e permeiam o tempo :

Quer seja na trama das palavras,

Ou nas imagens de sepulcral silêncio.

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