Na cozinha ainda tem você.
Não em corpo,
Mas no espaço que ficou.
.
O copo, o gesto, a presença que parecia casa.
.
Havia algo ali – simples, suficiente.
E agora não há mais nada acontecendo,
Mas tudo ainda reverbera em mim.
.
Não foi você quem ficou:
Foi o que eu senti ao seu lado
E que ainda respira por aqui.
.
E dói.
.
Talvez não fosse para ser.
Talvez…
Mas, por alguns instantes,
Pareceu inteiro,
Pareceu verdadeiro.
Pelo menos para mim.

Lembrança é presença; passageira, mas infinitamente presente.
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Bem isso mesmo. Obrigado pela visita! Abs!
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