Avatar de Desconhecido

Só cai

Trovão rasga o céu.
A casa inteira se aquieta.

Então as lâmpadas morrem —
e é o relâmpago quem decide,
agora, quando enxergo o quarto.

Fico no escuro à espera
do próximo clarão.

Lá fora, a chuva segue.
Não pede licença,
não depende de mim,
não pergunta se estou aqui.

Só cai.
E, caindo, lava o que encontra.

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