Eu não queria tomar banho
E tirar teu gosto da minha pele.
Até que me dei conta
Que o cheiro –
E o gosto! –
Teus
Exalavam de mim:
São a minha essência.
E diante disso,
Calo-me:
És em mim.
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Excessos
Andando na chuva –
Hoje –
Pedi para que a água lavasse
Meus excessos de lucidez e de loucura
E me dei conta que eles –
Os excessos –
Não eram exceção
Mas a minha própria pele.

Vai com alma!
Para uns,
Nunca seremos bons o suficiente.
Para outros,
Seremos puro exagero constante.
Mas nada disso importa,
Quando a própria alma é simplesmente bastante.
Quando há alma,
Há vigor,
Força,
Intensidade,
E nunca é cedo ou tarde,
É sempre quando precisa ser.
E tudo é muito –
Intenso e muito –
E o único intuito
É o amar,
O bem querer.
Quem tem alma, tem pressa,
Abraços e beijos à beça
Para dar
Até mesmo sem ter.

Hoje
Hoje,
Foi o melhor dia da minha vida.
E vou logo avisando:
Amanhã será melhor.![]()
A Anvisa adverte
Nem se olha mais para os genéricos e similares.
Dos outros
Dos outros,
Não espero muita coisa.
Acontece que
EU NÃO SOU
Os outros.
Doe-se
E no dia de hoje
Queira ser o motivo
Do sorriso de alguém
Afinal de contas
O que pode ser mais valioso
Do que ofertar o que só você tem?

Liberdade – Declamada por Michelle Cruz
Sem palavras… Ficou LINDA!!!!! OBRIGADO, MICHELLE!!! ❤ ❤ ❤
Link para a minha poesia original: https://agorababou.com/2019/10/23/liberdade/
Link para o post da Michelle: https://mcmistturacriativa.wordpress.com/2019/11/07/poesia-liberdade-do-fabio-ottolini-58/
Consoantes e vogais
Preste atenção nos sinais
Nas linguagens não verbais
E se dê conta que a vida diz e é mais
Do que sequências de consoantes e vogais.
O medo é necessário…
Sempre gostei muito desse texto. Reblogar é viver. 🙂
…e a realização de nossos sonhos e desejos mais profundos também é!
Já imaginaram um paraquedista sem medo? Todo paraquedista sabe que, mesmo depois de realizados 10.000 saltos, a probabilidade de um acidente acontecer continua a mesma se as devidas precauções não forem tomadas. E é justamente o medo de morrer que faz com que o paraquedista continue sendo cuidadoso, talvez até mais cuidadoso do que no início, ainda que vá se tornando cada vez mais experiente.
E se assim não fosse? Dobraria o paraquedas de qualquer maneira ou pediria para terceiros dobrarem, não se preocuparia com as condições meteorológicas, e assim por diante. Chances de um acidente? Monumentais.
É importante, entretanto, deixar claro que há uma linha de corte entre o medo prudente, necessário, e o medo irracional, que paralisa e se torna uma “barreira intransponível”. O paraquedista, ainda que com medo, salta, e nesse sentido é o próprio…
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