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Arco Reflexo

E chega a sexta-feira

As taças de vinho

A garrafa na mão

Sento-me

Bebo sozinho

Bebo-te até não sobrar

Uma gota que seja de ti

 

As unhas vermelhas

O elixir tinto

As lembranças que sinto

Os sonhos vivos

Faíscas e centelhas

 

É involuntário

Fisiologicamente necessário

 

A gota de vinho

Que escorre pelo meu peito

Tem teu gosto e cheiro…

 

Não, não há solidão!

Estou contigo

E não, não há perigo…

Sorrio –

Revejo meus lábios no teu umbigo.

beijo-no-umbigo

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Eu sei…

E eu sei que se toda a minha tristeza se transformar em alegria, serei o homem mais feliz do mundo.

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Neste Natal

Não presenteie

Seja presente

Não ouça

Escute

Não fale

Declare-se

Não mande entregar

Entregue-se

Não esteja

Seja

Não fuja

Assuma

Não espere

Seja esperança

Não precise

Seja necessário

Perdoe

Seja perdão

Sorria

Faça sorrir

Chore

Enxugue lágrimas

Não espere

Avance

Não minta

Sinta

Arrisque

Alcance

Erre

Siga adiante

Caia

Levante-se

Perca-se

Encontre-se

Ame-se

Entregue-se

Seja sincero

Confronte-se

Não seja saudade

Seja presente lembrança

Não ame pela metade

Seja a diferença na vida de quem você ama

E que acima de tudo, neste Natal, você viva e sinta em abundância.

A vida é muito curta para que não ser curtida.

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Vontade louca!

Vontade louca de caçar borboletas!

Vai que

Quer seja por azar ou sorte

Eu reencontre

Justamente as que fugiram do seu estômago?

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Anatomia

Seja

Seja minha

Quero escrever

Um novo tratado sobre

Anatomia

 

Por eu não ser especialista

Espero que não desistas

Talvez leve tempo

Mais tempo do que o necessário

Infinitas eternidades – talvez

Já imaginou o trabalho

Só para parir tal glossário?

 

Até porque sou detalhista…

Não quero só mais um livro

Quero algo digno de um artista!

Dos pés e a teus pés no início

E do fim voltando ao princípio

Em um ofício inevitavelmente sem fim

 

Então

Dispo-te sereno

A esse trabalho me condeno

Quero detalhar os detalhes

Sentir e tocar teus entalhes

Curvas e mais curvas…

Estradas, avenidas…

Vida que se faz presente

Presente que faz parte da vida

 

Ah…

A Anatomia!

Pela ciência

E em nome da ciência

Todos os dias

E como cientista

Aviso-te:

És a minha maior descoberta e conquista!

 

Não, não sou um vigarista

Sou só o toque

O choque

O princípio

Sem fim

Teu Sul

Teu Norte

Sou a tua sorte

E muito além da morte

És a minha vida.

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Desavergonhado e otimista

Eu sou um desavergonhado

Que ama incondicionalmente

E que genuinamente se preocupa

Com a dor que o outro sente

E que até mesmo esquece sua própria dor

Para cuidar da dor de quem se mostra indiferente

 

Eu sou um desavergonhado

Que escreve poesias para quem não as lê

Que faz do papel uma espécie de confessionário

Tornando-se óbvio, simples de se ver

E que ainda assim se torna culpado

Por pedir ajuda para ao outro entender

 

Eu sou um desavergonhado

Que aceita que confundam a minha bondade

Com algum tipo de fraqueza

E que quer para os outros a felicidade

Ainda que seja retribuído com aspereza

O meu coração faminto e dorido de saudade

 

Mas acima de tudo sou um otimista

Que acredita que o amor com amor se conquista

Que dá mesmo sem nada receber

E que se regozija no plantio altruísta

Na certeza de que colheita maior não há

Do que ser do amor um eterno protagonista.

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Apertem os cintos!

E a comissária de bordo me disse:

“Teríamos que despachar como bagagem

O teu coração

Não cabe nada daquele tamanho

Dentro deste avião.”

 

Ao que respondi:

“Ele é grande – fato

Mas não precisaria sequer embarcar

Ele tem asas, vontade própria e já se foi

Só me pediu para o acompanhar

Acima de tudo, entretanto e contudo

Eu vou com tudo

Pois sem ele

Nem vida em mim há.”

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Chuva-me!

Se é para chover

Que chova-se!

Que minha alma seja lavada

E que o frescor da minha face molhada

Abrande minhas salgadas chagas trovoadas

E que nas curvas dessa infinita e eterna estrada

Entre uma ou outra eventual derrapada

Eu fuja dos atalhos que me conduzem ao nada.

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Paradoxilingus

Que jorre o néctar que de ti

Em minha face mais do que aceito

E que os beijos sejam sempre de “até mais”

E que o dilacerante e paradoxal fim destes

Seja eterno e inexorável recomeço.

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Feito de sonhos

Desde então

Visitas amiúde meus sonhos

E por isso, de ontem para hoje

Não me deixei dormir

 

Mas não é que acordado te vi?

Logo, logo, logo aqui…

Nos meus braços

Venceu-me o cansaço

Sonhei acordado

Coisa de homem apaixonado

Ou seria de homem alucinado?

 

Melhor eu tentar dormir.

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