Fui indicado pelo blog Refúgio dos Moinhos para a premiação. Antes de mais nada, me sinto muito honrado e agradecido. É muito bom ser reconhecido por quem eu também sigo/leio. Muito obrigado, Bruno! 🙂
Como já fui indicado anteriormente, vou responder somente às perguntas. Aliás, acho essa a parte mais interessante dessa premiação.
1- Para você o que é pior, morrer no auge ou envelhecer sem nunca ter vívido aquilo que sonhou?
Quero morrer velho tendo realizado ou pelo menos tentado realizar tudo que sonhei. Nem sempre consegui tudo que eu queria, obviamente, mas nunca me faltou coragem para tentar. Nunca faltará. Quando eu quero algo, vou atrás. Mesmo não conseguindo, a sensação de que fiz tudo que estava ao meu alcance é extremamente reconfortante. E sim, também quero ficar velho para ajudar ao máximo todos que eu puder. Há muita gente com dores muito maiores que as minhas. É minha obrigação ajuda-las. Pelo menos é assim que eu penso.
2- Sofres com algum desses problemas: ansiedade, estresse ou depressão? Caso sim, o que fazes como tratamento?
Perdi a minha maior fonte de renda (emprego CLT) bem no meio da pandemia. Fou curioso ver gente debochando disso, tentando me diminuir por conta de uma coisa que estava completamente fora do meu controle. Felizmente, meu background como consultor me ajudou a captar clientes independentes. Ainda estou distante do que era antes da pandemia em termos financeiros, mas Deus está na frente disso tudo e tenho certeza de que vou me recuperar.
Respondendo diretamente à pergunta: estresse e ansiedade basicamente. Já tive depressão. Psicanálise, meditação, medicação, cerveja/vinho e sobretudo Deus e a Virgem Maria (sou devoto de Nossa Senhora de Fátima) me ajudam a seguir em frente. Acima de tudo, eu tenho esperança, tenho fé. Nem sempre é fácil, mas sei que é tudo transitório e passageiro. Sinto-me muito abençoado.
3- Já foi vacinado contra o covid19?
Infelizmente, não. Sempre soube que a vacina era a única saída. Já vacinei a minha mãe (2 doses) e agora estou aguardando a minha vez. Enquanto isso, fico literalmente em casa e saio apenas para praticar exercícios físicos.
4- Se pudesse escolher um super poder para ter, qual?
O poder da cura. Ver um ser humano sofrendo é algo que me devasta.
5- O que você mais gosta de ler?
Leio muito sobre Política e Economia, algo que está diretamente ligado à minha formação acadêmica. Também leio poesias e muito material técnico. Afinal de contas, apesar de ser economista por formação, atuo em áreas como Gestão Empresarial e Tecnologia da Informação.
6- Prefere seus dias com música ou não?
Não há dias sem música. A música está em tudo. A música faz parte da minha vida. Minha lenda pessoal me dizia que eu deveria ser músico. Toquei durante muitos anos violão clássico e tive algumas bandas de rock. Infelizmente, a vida me fez percorrer outros caminhos e acabei não me tornando um profissional da área. Como amador, continuo ativo.
7- Qual é a sua frase, pensamento filosófico, que mais te motiva?
Não sei o que dizer de um “ser humano” que invade uma creche e mata duas adultas e três crianças. Dezoito anos e cinco homicídios nas costas… Vítima da sociedade ou um psicopata que nem merecia estar vivo?
Pelo que sei, a professora morreu como uma heroína tentando evitar que outras crianças fossem mortas. Diante de tamanha covardia, a grande verdade é que não havia muito o que pudesse ser feito. Um ato bárbaro, sem perdão. Nunca a violência será uma resposta. NUNCA!
Que Deus receba todas essas almas de braços abertos. Luto.
Meu conterrâneo… O final do primeiro filme foi no Campo de São Bento. Você ia na padaria que eu tanto amo. Você estudou no mesmo colégio que eu. Dona Hermínia mora pertinho aqui de casa! Quem te deixou ir assim? Como assim? Por quê?
Um abraço fraterno para o seu companheiro e para a sua família. Você era alegria e a alegria nunca morre. Obrigado por tudo! Mesmo assim, tá doendo, cara… Tá doendo.
Minha filha: “Grande parte das pessoas que está lamentando a morte do Paulo Gustavo sai com os amigos e vai para festas clandestinas, matando pessoas que nunca aparecerão na TV.”
Eu: “Se você acha que o Paulo Gustavo merecia morrer “por não ter encontrado Jesus”, a única coisa que você me diz é que você muito menos.”
Mais um gole
Mais um trago
Mais um beijo
Mais um algo
Mais alguma coisa
Mais
Mais
Mais
Sempre mais
Mais para esconder meus menos
Mais para afogar o insaciável
Mais para calar os gritos
Mais para sublimar as lágrimas
Mais para esquecer de lembrar
Mais para entorpecer o coração
Mais
Mais
Mais
Sempre mais
Mais porque não sei
Viver com essa subtração
Que fez de mim uma fração
Que não me deixa ser inteiro.