Para uns,
Nunca seremos bons o suficiente.
Para outros,
Seremos puro exagero constante.
Mas nada disso importa,
Quando a própria alma é simplesmente bastante.
Quando há alma,
Há vigor,
Força,
Intensidade,
E nunca é cedo ou tarde,
É sempre quando precisa ser.
E tudo é muito –
Intenso e muito –
E o único intuito
É o amar,
O bem querer.
Quem tem alma, tem pressa,
Abraços e beijos à beça
Para dar
Até mesmo sem ter.

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Hoje
Hoje,
Foi o melhor dia da minha vida.
E vou logo avisando:
Amanhã será melhor.![]()
A Anvisa adverte
Nem se olha mais para os genéricos e similares.
Dos outros
Dos outros,
Não espero muita coisa.
Acontece que
EU NÃO SOU
Os outros.
23h30
Dia cheio de trabalho (obrigado, meu bom Deus) e de sorrisos no rosto de minha filha. Foi dia de noitada masculina: pais separados levando suas filhas em um rodízio de pizza.
Não comi muito. Não gosto de pizza de rodízio. O queijo é vagabundo e a massa é a que puder encher o seu bucho o mais rapidamente possível. Querem que você vá embora correndo, claro. Havia fila de espera e tudo mais para entrar no restaurante.
E lembrei que, na vida, aprendi a ser exigente. Não era. Aprendi a ser. Prefiro uma única fatia de uma pizza de qualidade do que uma pizza inteira no nível da que eu comi hoje a noite.
A vida é assim: nem sempre se pode escolher o que se vai comer, mas comer é uma necessidade. Uma boa comida é sempre uma boa comida, e não serão dez comidas de merda que mudarão isso. Dez comidas de merda não são equivalentes a uma boa comida. E fato é que quando a comida é boa, sempre se quer voltar para comer mais.
Boa noite.
09h47
Com a chuva, voltei para casa. Foi o suficiente para tirar a nebulosidade de minha cabeça e me dar mais clareza em relação ao que devo fazer.
Nada. E isso é muita coisa para quem gosta de fazer acontecer. Fazer nada cai bem quando fazer qualquer coisa produz o mesmo resultado que nada fazer. Pena que fazer nada não queima calorias…
E isso me lembrou uma música:
Era esse o nada que eu gostaria de estar fazendo agora:
“Nada melhor do que não fazer nada só pra deitar e rolar com você.”
Esse nada queima calorias. E muitas!
04h57
Os primeiros raios de sol já entram pelo meu quarto. Não pedem licença. Não dão explicações. O fato de serem raios de sol já os credencia.
É feriado, mas é dia de trabalho para mim. Gosto do que faço. Faço porque gosto. E assim, os dias de trabalho passam leves, suaves… São dias intensos e felizes. Tensos em alguns instantes, mas qual graça haveria se assim não fossem?
Enquanto escrevo e saboreio um delicioso café com leite, a vida me faz perguntas e me pede respostas. Silencio-me. Pergunto-me se estou fazendo as perguntas corretas. Tenho plena consciência de que perguntar não é o bastante. É preciso entender o motivo das perguntas. É preciso entender onde quero chegar.
Mergulho mais fundo dentro da minha alma. A minha vida não é só trabalho. Pelo contrário. Apesar de ser uma parte importante, em última análise não sou escravo do que me proponho a fazer. Há urgências em mim em vários níveis, mas… O telefone toca. Trabalho.
Eu tenho 2 celulares, WhatsApp, Telegram, Sametime, Jabber, Slack… Eu sou “achável” 24 horas por dia. Já se passaram 3 horas desde que eu acordei e ainda não me olhei no espelho. Será que consigo?
Estou descabelado. Trabalhar de casa tem dessas coisas. Mas sei lá… Parece que estou descabelado por dentro também e não há pente que resolva isso. Um banho me parece uma boa ideia.
As perguntas não param! Melhor eu voltar para o trabalho! E de repente, caiu uma ficha: me matar de trabalhar é uma excelente motivo para não perguntar se as perguntas que eu me faço são realmente relevantes. E não sabendo nem mesmo das perguntas, como pensar em respostas? O telefone toca novamente… É urgente. Sempre é urgente. E as minhas urgências, como ficam? Ligo o “piloto automático”… Como assim, se não sei nem para onde devo ir?
O dia está nublado. Minha mente também. Preciso caminhar na praia. No momento, isso é o mais urgente. “Modo Avião” ligado. Preciso de um momento de eu comigo.

Doe-se
E no dia de hoje
Queira ser o motivo
Do sorriso de alguém
Afinal de contas
O que pode ser mais valioso
Do que ofertar o que só você tem?

Consoantes e vogais
Preste atenção nos sinais
Nas linguagens não verbais
E se dê conta que a vida diz e é mais
Do que sequências de consoantes e vogais.
Lábios
Desde que te conheci
Só bebo vinhos Rosé
É que me lembram
O sabor
E a cor
De seus lábios:
Incluindo aqueles
Nos quais você não passa batom.
