E escolhendo viver o lado mais fácil da vida
Não viveu
Matou-se
Apesar de continuar vivo.

E escolhendo viver o lado mais fácil da vida
Não viveu
Matou-se
Apesar de continuar vivo.

É muito comum entre os fãs do automobilismo comparar pilotos. No caso do Senna especificamente, a comparação direta é, em geral, com o Nelson Piquet.
Eu confesso que não sei dizer quais dos dois era melhor. Acho que ambos possuem (no caso do Senna, possuíam) suas qualidades como pilotos, como seres humanos, mas o Senna fazia com que eu me emocionasse ao ver as corridas de F1 ao lado de meu falecido pai.
Coincidência ou não, meu pai começou a gravar as corridas no dia que Senna estreou na F1 e parou de grava-las no dia sua morte. Tudo gravado em fitas VHS (ih… entreguei a idade). E esse laço emocional que fazia meu pai e eu assistirmos corridas de madrugada em uma época onde a F1 era muito mais emocionante que agora, certamente tem alguma influência sobre essa minha paixão pelo Senna.
Hoje, é um de sentir saudades do Senna, mas também é um dia de lembrar de tempos bons que não voltarão mais. É um dia de lembrar do meu pai e deixar a saudade me inundar.
Te amo, meu pai. Meu pai ainda vive, mesmo que seja só dentro de mim.

É questão de vida ou morte:
Que tu me jogues uma corda!
Espero que tenha sido mera desatenção
Teres jogado antes
Metros e mais metros
De arame farpado.

Ainda não sei se o amor
É benção ou maldição
Quando correspondido
Dá-se a própria vida
E quando não
Dela abre-se mão.

Silêncio!
Consigo ouvir as areias do tempo
Escorrendo por entre meus dedos
Sou uma ampulheta viva
E sei que a areia que se esvai
Tem rumo certo:
O deserto onde empilham-se
Todos os sonhos
Que jamais realizei
Onde serpentes e insetos
Consomem cadáveres insepultos
Que na morte procuram nexo.
MORRAM, SONHOS!
MORRAM!

Silenciou-se o canto
Silenciou-se o pranto
No seu rio de lágrimas
Suicidou-se, morreu.
Não acharam o corpo
“Dessepulto!” – disse o puto
Melhor assim
O cadáver não endureceu.
Disseram que era doce
Que diferença faz agora?
Já não voa mais a rola
Pombas – nunca antes isso me aconteceu!
